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O Real do Desconhecido

Julie Daraiche

Le réel de l'inconnu

Il marche le long des rues
Du matin jusqu'au soir
Vous l'avez sûrement vu
Traîner quelque part
Sur une boite sur un banc
Son violon à la main
Entouré de gens
Qui frappent dans leurs mains

Un vieux chapeau melon
De longs souliers pointus
Une paire de pantalon
Toujours toute décousue
Fait pleurer son violon
Tout comme Monsieur Pointu
Avec son manteau long
Vous l'avez reconnu

Son chapeau à ses pieds
Donnez un peu d'argent
Venez encourager
Un pauvre mendiant
Qui n'a pas entendu
Une seule fois dans sa vie
Le réel de l'inconnu
Au milieu de la vie

Un vieux chapeau melon
De longs souliers pointus
Une paire de pantalon
Toujours toute décousue
Fait pleurer son violon
Tout comme Monsieur Pointu
Avec son manteau long
Vous l'avez reconnu

En été comme en hiver
Avec ses cheveux gris
Il joue un petit air
Même sous la pluie
Il reprend son chemin
Et remet son chapeau
Se réchauffant les mains
Sous son vieux manteau

Un vieux chapeau melon
De longs souliers pointus
Une paire de pantalon
Toujours toute décousue
Fait pleurer son violon
Tout comme Monsieur Pointu
Avec son manteau long
Vous l'avez reconnu
Avec son manteau long
Vous l'avez reconnu

O Real do Desconhecido

Ele caminha pelas ruas
De manhã até à noite
Você com certeza já viu
Ele vagando por aí
Em uma caixa, num banco
Seu violão na mão
Cercado de gente
Que bate palmas

Um velho chapéu-coco
Com sapatos bem pontudos
Uma calça rasgada
Sempre toda descosturada
Faz seu violão chorar
Assim como o Senhor Pontudo
Com seu longo casaco
Você o reconheceu

Seu chapéu aos pés
Dê um pouco de grana
Venha incentivar
Um pobre mendigo
Que nunca ouviu
Uma única vez na vida
O real do desconhecido
No meio da vida

Um velho chapéu-coco
Com sapatos bem pontudos
Uma calça rasgada
Sempre toda descosturada
Faz seu violão chorar
Assim como o Senhor Pontudo
Com seu longo casaco
Você o reconheceu

No verão como no inverno
Com seus cabelos grisalhos
Ele toca uma musiquinha
Mesmo debaixo da chuva
Ele retoma seu caminho
E coloca seu chapéu
Aquecendo as mãos
Debaixo de seu velho casaco

Um velho chapéu-coco
Com sapatos bem pontudos
Uma calça rasgada
Sempre toda descosturada
Faz seu violão chorar
Assim como o Senhor Pontudo
Com seu longo casaco
Você o reconheceu
Com seu longo casaco
Você o reconheceu

Composição: