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O Cântico das Mães

Juliette Noureddine

Le cantique des mères

Reine pieuse aux flancs de mère
Écoutez la supplique amère
Des veuves aux rares deniers
Dont les fils sont vos prisonniers
Si vous voulez que Dieu vous aime
Et pardonne au geôlier lui-même
Priez d'un salutaire effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

On dit que l'on a vu des larmes
Dans vos regards doux et sans armes
Que Dieu fasse tomber ces pleurs
Sur un front las de nos malheurs
Vos soldats vont la tête basse
Le sang est lourd, la haine lasse
Priez d'un courageux effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

Reine, qui dites vos prières
Ne sentez-vous pas vos entrailles
Frémir de fraîches funérailles ?
Personne n'a tué vos filles
Rendez-nous d'entières familles
Priez d'un maternel effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

Car ce sont vos enfants, Madame,
Adoptés au fond de votre âme,
Dont nos pavés portent le deuil
Il est déjà grand le cercueil
Rappelez aux royales haines
Ce qu'ils font un jour de leurs chaînes
Reine, priez d'un humble effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

Madame ! Les geôles sont pleines
L'air y manque pour tant d'haleines
Nos enfants n'en sortent que morts
Où commence donc le remords ?
S'il est plus beau que l'innocence
Qu'il soit en aide à la puissance
Et priez d'un ardent effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

Voyez comme la providence
Confond l'oppressive imprudence
Comme elle ouvre avec ses flambeaux
Les bastilles et les tombeaux
Soulagez le Monde en démence
Faites-y régner la clémence
Priez d'un prophétique effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

Colombe envoyée à l'orage
Soufflez ces mots dans leur courage
Et priez de tout notre effroi
Pour tous les prisonniers du roi !

O Cântico das Mães

Rainha piedosa com o ventre de mãe
Escutem o pedido amargo
Das viúvas com poucos trocados
Cujo filhos são seus prisioneiros
Se vocês querem que Deus os ame
E perdoe até o carcereiro
Rezem com um temor salutar
Por todos os prisioneiros do rei!

Dizem que viram lágrimas
Nos seus olhares doces e desarmados
Que Deus faça cair esses prantos
Sobre uma testa cansada de nossos infortúnios
Seus soldados andam cabisbaixos
O sangue é pesado, o ódio cansado
Rezem com um temor corajoso
Por todos os prisioneiros do rei!

Rainha, que diz suas orações
Não sentem suas entranhas
Tremerem com funerais frescos?
Ninguém matou suas filhas
Devolvam-nos famílias inteiras
Rezem com um temor maternal
Por todos os prisioneiros do rei!

Pois são seus filhos, Senhora,
Adotados no fundo da sua alma,
Cujo luto pesa sobre nossas calçadas
Já é grande o caixão
Lembrem-se das odiosas mágoas
Do que fazem um dia com suas correntes
Rainha, reze com um humilde temor
Por todos os prisioneiros do rei!

Senhora! As masmorras estão cheias
Falta ar para tantas respirações
Nossos filhos só saem mortos
Onde começa então o remorso?
Se é mais belo que a inocência
Que seja em ajuda ao poder
E reze com um ardente temor
Por todos os prisioneiros do rei!

Vejam como a providência
Confunde a imprudência opressora
Como ela abre com suas tochas
As bastilhas e os túmulos
Aliviem o Mundo em demência
Façam reinar a clemência
Rezem com um temor profético
Por todos os prisioneiros do rei!

Pomba enviada à tempestade
Sopre essas palavras em sua coragem
E reze de todo nosso temor
Por todos os prisioneiros do rei!