Tradução gerada automaticamente

Manèges
Juliette Noureddine
Carrosséis
Manèges
Os carrosséis giram na névoaLes manèges tournent dans la brume
Na estação do Norte,Au quai du Nord,
Vemos as lâmpadas rosas que se acendemOn voit les lampes roses qui s'allument
Sobre seus velhos dourados.Sur leurs vieux ors
Como piões nas trevasComme des toupies dans les ténèbres
E os sonsEt les flonflons
Escapam de uma valsa fúnebreS'échappent d'une valse funèbre
Que gira sem parar.Qui tourne rond
A princípio, a gente pensa que é um pesadelo,Tout d'abord on se dit que c'est un mauvais rêve,
Que já passou da meia-noite e que aqui todo mundo dorme,Qu'il est passé minuit et qu'ici chacun dort,
Que os feirantes deviam fazer uma trégua,Que les forains devraient bien faire la trêve
Mas os carrosséis giram, giram na estação do Norte.Mais les manèges tournent, tournent au quai du Nord.
Então a gente acha que giram em vão e no vazioAlors on pense qu'ils tournent pour rien et dans le vide
E que um brincalhão os acionou só pra ele.Et qu'un farceur pour lui seul les a déclenchés
Mas logo vemos passageiros pálidosMais on y voit bientôt des passagers livides
Segurando-se nos animais de gesso,Aux animaux de plâtre se tenir accrochés,
Vemos seus dedos grudados nas espirais de cobre,On voit leurs doigts soudés aux torsades de cuivre
Seus corpos descendo, subindo em câmera lentaLeurs corps qui descendent, remontent au ralenti
E parece que estão fingindo se perseguir,Et l'on dirait qu'ils font semblant de se poursuivre,
Parecendo se lançar migalhas de confete.Semblant se lancer des semblants de confettis
Os carrosséis giram na garoaLes manèges tournent dans la bruine
Na estação do Norte,Au quai du Nord,
Astros luminosos nas ruínas,Astres lumineux dans les ruines,
A sombra do porto.L'ombre du port.
Onde estão as garotas, os vagabundos e os malandros,Où sont filles, pègres et poisses,
Os maus rapazes?Mauvais garçons ?
Não é mais por eles que a angústiaCe n'est plus pour eux que l'angoisse
Faz o corpo se encolher.Fait le dos rond
A gente acha que vê um bando de grifos que relincham,On croit voir un vol de griffons qui piaffent,
Uma mulher linda demais, nua, montadaUne femme bien trop belle, nue à califourchon
Em um dragão de cinema,Sur un dragon de cinématographe,
Perseguida por soldados chicoteando porcos,Coursée par des soudards cravachant des cochons,
A gente acha que vê um prisioneiro puxado por um cisne,On croit voir un forçat entraîné par un cygne,
Um cachorro decapitado e a cabeça do cachorroUn chien décapité et la tête du chien
Ladrando sozinha, quando alguém faz um sinal,Aboyant toute seule, lorsqu'on lui fait un signe
Uma mão ensanguentada saindo de uma carruagem austríaca,Une main sanglante sortant d'un carrosse autrichien,
A gente acha que vê trenós deslizando sob grandes árvores,On croit voir des traîneaux glissant sous de grands arbres,
Um poeta e um monstro assim voltando pra casa.Un poète et un monstre ainsi rentrent chez eux.
Vemos aviões negros, borboletas de mármoreOn voit des avions noirs, des papillons de marbre
E crianças gritando em carrinhos em chamas.Et des enfants qui crient dans des chariots en feu
Os carrosséis giram na tempestadeLes manèges tournent dans l'orage
Na estação do Norte,Au quai du Nord,
Os carrosséis giram com raivaLes manèges tournent avec rage
E sua decoraçãoEt leur décor
Desmorona ao ritmo das cadênciasS'effrite au rythme des cadences
Do acordeão,D'accordéon,
Que a velha caixa de som tocaQue la vieille sono balance
Por nada em troca.Pour pas un rond
Distingue-se velhas sentadas,On distingue de vieilles femmes assises,
Como as Parcas esperando o fim do diorama,Comme des Parques attendant l'arrêt du diorama,
A gente acha que vê, nas luzes indecisas,On croit voir, dans les lueurs indécises,
Passantes irradiados como em Hiroshima,Des passants irradiés comme à Hiroshima,
Gente que, como eu, dorme a partir do amanhecerDes gens qui comme moi dorment à partir de l'aube
E busca na noite seu belo amor perdido,Et cherchent dans la nuit leur bel amour perdu,
Que dariam, como eu, tudo pra cavalgar, clandestinamente,Qui donneraient comme moi tout pour chevaucher, en fraude,
Os brilhantes carrosséis que só a eles são proibidos.Les brillants carrousels à eux seuls défendus
Porque você também gira em um desses carrosséis,Car toi aussi tu tournes sur l'un de ces manèges
Sim, eu te reconheci rodopiando na sua noite.Oui, je t'ai reconnu tournoyant dans ta nuit
Sim, eu te reconheci no seu cavalo de neve,Oui, je t'ai reconnu sur ton cheval de neige
Os olhos fixos, as mãos loucas e o sorriso destruído.Les yeux fixes, les mains folles et le sourire détruit
Os carrosséis giram na minha memóriaLes manèges tournent dans ma mémoire
Na estação do Norte,Au quai du Nord,
Sedas, veludos e brocadosDes soies, des velours et des moires
Enfeitam sua morte.Ornent ta mort.
E passa e vira minha embriaguez fingida,Et passe et vire mon ivresse feinte,
Oh, que sob minha testaOh, que sous mon front
Para sempre, meus amores falecidosA jamais, mes amours défuntes
Giram em círculos.Tournent en rond.



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