Mujeres son mujeres
Mujeres son... mujeres... querelas como son.
Polleras son... polleras... esa es otra canción.
Allí, junto al estaño, tu rabia desahogás
porque una te hizo daño, a todas ensuciás.
No son todas iguales... te ciega ese despecho,
tu hombría resentida te dicta ese rencor.
Lo mismo son los hombres. No son todos derechos
y menos todavía en cosas del amor.
Depués de todo. ¿Qué querés?
¿Por qué vos pretendés
que tengan corazón?
Si cuando te lo han dado,
tras de haberlo burlado,
lo dejaste tirado
aquí en el bodegón.
Despues de todo, así pagás,
porque eso que llorás
más de una lo lloró;
aquella piba pura
que te amó con locura
para vos fue aventura
donde ella se perdió.
Mujeres son... mujeres... querelas como son.
Polleras son... polleras... esa es otra canción.
Ya sé que no son todas derechas, ya lo sé,
por eso es que ando solo... mirá si lo sabré...
Tal vez toda la culpa la tiene sólo el hombre,
la quiere blanca y pura para su diversión,
después a una cualquiera, le ofrece vida y nombre
y si le juegan sucio... llora en un bodegón.
Mulheres são mulheres
Mulheres são... mulheres... brigas como são.
Saia é... saia... essa é outra canção.
Ali, perto do estanho, sua raiva você desabafa
porque uma te machucou, a todas você suja.
Não são todas iguais... esse despeito te cega,
sua masculinidade ferida te dita esse rancor.
O mesmo vale para os homens. Não são todos corretos
e muito menos ainda em questões de amor.
Depois de tudo. O que você quer?
Por que você pretende
que tenham coração?
Se quando te deram um,
depois de ter zombado,
te deixaram jogado
aqui no boteco.
Depois de tudo, assim você paga,
pelo que você chora
mais de uma já chorou;
aquela garota pura
que te amou com loucura
para você foi aventura
donde ela se perdeu.
Mulheres são... mulheres... brigas como são.
Saia é... saia... essa é outra canção.
Já sei que não são todas corretas, já sei,
por isso que ando sozinho... olha se eu sei...
Talvez toda a culpa seja só do homem,
querendo-a branca e pura para sua diversão,
depois a qualquer uma, oferece vida e nome
e se jogam sujo... chora em um boteco.
Composição: Julio Camilloni, Alfredo Gobbi