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Letra

    Quando o sol declina, no horizonte
    Se esparramando, no lombo do coxilhão
    Sorvo meu mate, no aconchego do rancho
    Contemplando matizes, na imensidão
    Sinto o cheiro perfumado da flechilha
    E os meus olhos, na distância, abrem cancelas
    Vejo as garças, branqueando as águas do açude
    E os quero-queros na campina, sentinelas

    Como faz bem, de tardezita, olhar o pago
    Nesta hora erma, de beleza e de calma
    Sentir o gosto de viver e ter Querência
    E uma leveza, vinda do fundo da alma
    Sentir o gosto de viver e ter Querência
    E uma leveza ,vinda do fundo da alma

    Sou campesino, de lida e canto
    Vivo e me encanto neste lugar
    O meu apego vem de raíz
    Me faz feliz, me faz cantar

    E quando canto, olhando o campo
    Já meio rubro de sol poente
    Encontro vida em cada nuança
    E esperança pra seguir em frente
    Encontro vida em cada nuança
    E esperança pra seguir em frente

    Composição: Valter Luiz Fiorenza. Essa informação está errada? Nos avise.

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