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As de Papelão

Julio Sosa

As de Cartón

Contando sus hazañas en un boliche
Un guapo que de grupo se hizo cartel
A giles engrupía pa' chupar de ojo
Con famosas hazañas que no eran de él
Conocedor de frases y de modales
De la jerga fulera del arrabal
Les contaba combates fenomenales
En donde siempre jugaba rol principal

Pero cayó una noche un veterano
Cuando este hacía los cuentos de folletín
Y arrancó la careta al falso guapo
Dejándole la propia de malandrín
Vos cebabas el mate en una timba
Que en la cueva tenía don melitón
Y fuiste alcahuete es los cafiolos
Y venís a dártela ahura de gran matón

Te llamaban el ganso, porque de otario
Tenías bien ganada tu credencial
Y tu chanza mejor fue aquel prontuario
Por ladrón de gallinas en un corral
Y a rematar la suerte cayó al boliche
La mujer del mentado as de cartón
Y diciéndole: Fiera, rajá pa' adentro
¡Barreme bien la pieza! Cuidá el buyón

(Hablado)
Y el que contaba sus hazañas entre infelices
De reñidas peleas que dominó
Murmurando entre dientes refunfunea
Ya no habemos más guapos, Leopoldo!
Todo acabó!

As de Papelão

Contando suas façanhas em um bar
Um cara que de grupo virou fama
Enganava os otários pra dar uma olhada
Com histórias famosas que não eram suas
Conhecedor de frases e de modos
Da gíria vagabunda do subúrbio
Contava combates fenomenais
Onde sempre tinha o papel principal

Mas uma noite caiu um veterano
Quando ele contava histórias de folhetim
E arrancou a máscara do falso machão
Deixando a dele de bandido
Você fazia o mate numa jogatina
Que na caverna tinha o seu Melitão
E você foi dedo-duro dos cafajestes
E vem se achando agora de grande valentão

Te chamavam de ganso, porque de otário
Tinha bem merecida sua credencial
E sua piada melhor foi aquele prontuário
Por roubo de galinhas num galinheiro
E pra fechar a sorte, entrou no bar
A mulher do tal as de papelão
E dizendo: Fera, entra pra dentro
Limpa bem o chão! Cuidado com o bujão

(Espaço falado)
E o que contava suas façanhas entre infelizes
De brigas acirradas que dominou
Murmurando entre dentes resmunga
Já não temos mais valentões, Leopoldo!
Tudo acabou!

Composição: Luis Viapiana, Juan Manuel Gonzalez Martinez, Roberto Aubriot Barboza