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Céu da Rua Escura

Jun Fukuyama

路地裏からの空 (rojiura kara no sora)

寂れた古城の跡を飛びゆく鳥を見てた
sabireta kojou no ato wo tobi yuku tori wo miteta
思い出は雫になり薄暗い路地裏の石畳へ滲む
omoide wa shizuku ni nari usugurai rojiura no ishidatami e nijimu

いつしか振り出してきた小雨が纏わりつき
itsushika furidashite kita koame ga ma towari tsuki
薄情けのように肩を濡らして惜別を唄う
usonase no you ni kata wo nurashite sekibetsu wo utau

何処へ行けというのかどうせ解らないなら
doko e ike to iu no ka douse wakaranai nara
どうしても消せなかった想いの残響辿ろうか
doushitemo kesenakatta omoi no zankyou tadorou ka

遥か遠い憧れを追い掛けるようなあてなき旅より
haruka tooi akogare wo oikakeru you na atenaki tabi yori
翼を羽ばたかせて自分の生きてる この場所の
tsubasa wo habatakase te jibun no ikiteru kono basho no
風景を知っていたい それだけさ
fuukei wo shitte itai sore dake sa

目覚めて忘れてしまう悲しい夢のようさ
mezamete wasurete shimau kanashii yume no you sa
黄昏の余韻に似た仄かな切なさが胸の奥に触れる
tasogare no yoin ni nita honoka na setsunasa ga mune no oku ni fureru

外套の襟を立てたらもう少しだけ歩こう
gaitou no eri wo tatetara mou sukoshi dake arukou
騒めきの代わりに雨の音が靴音を消した
sawameki no kawari ni ame no oto ga kutsuoto wo keshita

何処へだって行けるさだけど此処にいるのは
doko e datte ikeru sa dakedo koko ni iru no wa
この細い路地裏だって青い空が見えるから
kono hosoi rojiura datte aoi sora ga mieru kara

渡り鳥は旅立ったそれでもいつかは 戻ってくるだろう
wataridori wa tabidatta soredemo itsuka wa modotte kuru darou
異国の風の便り届けてくれるのを この場所で
ikoku no kaze no tayori todokete kureru no wo kono basho de
流離わず待っていたい それだけさ
suzumawazu matte itai sore dake sa

やがて雨は降り止んで煤けてる壁に囲まれた路地に
yagate ame wa furiyande suketeteru kabe ni kakomareta roji ni
差し込む夕日が影を石畳の上伸ばしていく
sashikomu yuuhi ga kage wo ishidatami no ue nobashite iku

遥か遠い憧れを追い掛けるような 果てなき旅より
haruka tooi akogare wo oikakeru you na hatenaki tabi yori
命あっての物種自分の生きてる この場所で
inochi atte no monodane jibun no ikiteru kono basho de
人生を感じたい それだけさ
jinsei wo kanjitai sore dake sa

Céu da Rua Escura

Vendo os pássaros voarem por cima de um castelo que já não existe
As memórias se tornam gotas, se misturando no chão da rua escura

A garoa fina que começou sem eu perceber, se apega a mim
Molhando meus ombros como uma gentileza fria, cantando uma canção de despedida

Para onde me dizem para ir? Se eu não vou entender de qualquer jeito
Que tal seguir apenas os ecos dos sentimentos que não consegui apagar?

Mais do que uma jornada sem rumo, perseguindo uma admiração distante
Eu quero bater minhas asas e conhecer a paisagem
Deste lugar onde estou vivendo agora, é só isso

Como um sonho triste que esquecemos ao acordar
Uma leve melancolia, parecida com o rastro do crepúsculo, toca o meu coração

Se eu levantar a gola do sobretudo, vou caminhar só mais um pouco
No lugar do barulho da cidade, o som da chuva apagou o som dos meus passos

Eu posso ir a qualquer lugar, mas o que me segura aqui
É que vejo o céu azul através dessa estreita rua

As aves migratórias partiram, mas um dia voltarão
Trazendo notícias trazidas pelo vento de países estrangeiros
Eu quero esperar por elas neste lugar, sem vagar por aí, é só isso

Logo a chuva para, e no beco cercado por paredes manchadas de fuligem
O Sol poente que entra estende as sombras sobre o calçamento de pedra

Mais do que uma jornada sem fim, perseguindo uma admiração distante
Só se tem algo quando se tem vida
Eu quero sentir a vida neste lugar onde estou vivendo, é só isso

Composição: Takeshi Masuda, Yohei Matsui