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Curvas de Enigma

Junão Miranda

Letra

    Me perdi nas curvas, sinuosas e fatais
    Como estrada sem mapa, entre sombras e sinais
    Ela é tempestade, um vendaval sem fim
    Uma dança no escuro, puxando pra perto de mim

    O olhar dela é fogo, queimando sem dó
    Me enreda em silêncio, em um abraço só

    Nas curvas daquela mulher, me perco e me acho
    Cada passo é um risco, um doce descompasso
    O mundo gira, e o chão desaparece
    No encanto dela, tudo que é certo esquece

    Ela tem um mistério que nunca revela
    Cada palavra é enigma, que me prende e me cela
    Na brisa da noite, sinto o cheiro da sua pele
    Um convite de perda, onde o desejo fere

    A voz dela é suave, mas o toque é voraz
    Em seus braços, sou prisioneiro em paz

    Nas curvas daquela mulher, me perco e me acho
    Em cada sorriso, um segundo que escapo
    O mundo gira, mas ela é minha direção
    Um labirinto sem saída, onde pulsa o coração

    Seus lábios são veneno, que bebo devagar
    Em cada beijo, um segredo a me afogar
    Ela ri do meu jeito, me deixa sem ar
    É um jogo, eu sei, mas não consigo parar

    E, mesmo sabendo que posso cair
    Em cada curva, vou até o fim

    Nas curvas daquela mulher, me perco e me acho
    Meu desejo é estrada e ela, meu embaraço
    O mundo some, e o chão se desfaz
    Só restam as curvas, onde o amor é voraz

    Então sigo sem rumo, perdido e entregue
    Nas curvas daquela mulher, onde o blues me persegue


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