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Galope À “Beira-rio”

Júnior Cordeiro

Letra

    As águas velozes vão vociferando
    Cortando os sertões com força indomada
    De longe se vê uma cobra encantada
    Derrubando a mata e a gleba inundando
    Remansos bravios descem se formando
    Por entre as espumas, fazem rodopio
    Águas excitadas são fêmeas no cio
    Que beijam a terra e seduzem a gente
    De cima da ponte cantei meu repente
    Nos dez de galope da beira do rio

    À noite um murmúrio vem das cachoeiras
    Os sapos cantando uma canção dolente
    Desce um pescador ligeiro e valente
    Vai se arriscando nas águas matreiras
    Os peixes graúdos descendo em fileiras
    Um pássaro entoa um canto sombrio
    Um velho do mato se esconde do frio
    Em cima da pedra acende a fogueira
    Lembra da mãe-d’água e sai na carreira
    Com medo dos entes da beira do rio.

    Eu ouço o barulho já de madrugada
    De cima pra baixo, nascente e foz
    A serpente d’água correndo veloz
    Deixando a cidade feliz e animada
    O povo saindo, invadindo a calçada
    Já comemorando o fim do estio
    O vento na ponte soprando tão frio
    Meninos brincando, pessoas contentes
    Encontro das águas e seus afluentes
    Nos dez de galope da beira do rio

    Composição: Beto Brito / Júnior Cordeiro / Sara Gabriele. Essa informação está errada? Nos avise.

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