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Era Um Garoto e Como Eu

Juruna

Letra

    Ser revolucionário não é fácil
    Pelo estilo contundente de cobrar as patifarias
    Igual disse martim luter king
    Muitos ainda não sabem discordar pacificamente e matam
    Como mataram malcolm x
    Mas a revolução não pode parar
    Mesmo sabendo que somos alvo
    E quem tem medo de ser alvo
    Fiquem nas suas casas
    Levando a vida mediocre que o sistema nos oferece

    Não vai cair por terra o que você começou
    Uns dos poucos de caráter que na terra passou
    Odiava pra caramba como preto é tratado
    Igual área de risco tem que ser isolado

    Lembrar da nossa época não tem coisa melhor
    Os muleques de hoje é só lança e pó
    Escravos da ilusão, metendo mó mala
    Se arriscam no 155 pra gastar na bocada

    E as minas então, sem senso do ridículo
    Com a polpa de fora tipo um erotismo
    De uns tempos pra cá, cada furo de reportagem
    Quem era sossegado hoje é kamikaze

    São as seduções do mundo moderno
    Celular com internet olha o progresso
    Mas a mente do povo continua medíocre
    É só pra putaria, mas que mesmice

    Segue a calamidade dentro dos barracos
    Votam num prefeito que banca um churrasco
    Que dar um uniforme pro time da quebrada
    E quando entra lá dentro acaba com os campos na várzea

    É isso que ele ensinava tinha mó visão
    Falavam que ele era chato, firmeza tá bom
    O orgulho dos covardes é saber
    Que tem quem lutar pra te defender

    Era um mano e como eu
    Amava a vida e as flores
    Era um mano e como eu
    Sem tempo ruim puxava o bonde

    Mas que um hobby era tá na roda de samba
    Mas fazia a sua durante a semana
    Trampava estudava curtia o lar
    Tinha um puts de estilo de invejar

    Batia de frente com os problemas da quebrada
    Não abaixava a cabeça pra nenhum canalha
    Uns te olhavam com olho torto
    Se via coisa errada já comia o toco

    Você tinha que ver como ficava triste
    Com os manos que morria na cena do crime
    Até entendia algumas situações
    Vacilou já era é a regra dos ladrões

    Mas que vida sofrida sem alma, sem coração
    O ser humano virou um monstro pelo cifrão
    Os dez mandamentos pra alguns é só uma lenda
    O que dizer que pensam dos nossos problemas

    Uma frase dele que ficou marcada
    Quem tem sede de justiça não pode folgar na jornada
    O mau não descansa um minuto se quer
    Mas sem esquecer de viver, então já é

    Até hoje me pergunto quem tirou a sua vida
    Naquela noite vindo do curso que fazia
    Será que foi um ladrão, será que foi a honda
    Alguém que guardou rancor ou um amigo da onça

    Era um mano e como eu
    Amava a vida e as flores
    Era um mano e como eu
    Sem tempo ruim puxava o bonde


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