395px

O Viajante na Serraria

Justinus Kerner

Der Wanderer in der Sägemühle

Dort unten in der mühle sass ich in guter ruh
Und sah dem räderspiele und sah dem wasser zu.
Sah zu der blanken säge, es war mir wie ein traum,
Die bahnte lange wege in einen tannenbaum.

Die tanne war wie lebend, in trauermelodie,
Durch alle fasern bebend sang diese worte sie:
Du trittst zur rechten stunde, o wanderer! hier ein,
Du bist's, für den die wunde mir dringt ins herz hinein.

Du bist's, für den wird werden,
Wenn kurz gewandert du,
Dies holz im schoss de erden,
Ein schrein zur langen ruh'.
Vier bretter sah ich fallen,
Mir ward um's herze schwer,
Ein wörtlein wollt' ich lallen,
Da ging das rad nicht mehr.

O Viajante na Serraria

Lá embaixo na serraria eu estava em boa paz
E via o jogo das rodas e observava a água.
Via a serra brilhante, parecia um sonho,
Ela abria longos caminhos em um pinheiro.

O pinheiro parecia vivo, em melodia de luto,
Por todas as fibras tremendo, cantava estas palavras:
Você chega na hora certa, ó viajante! Aqui está,
Você é quem a ferida me penetra o coração.

Você é quem se tornará,
Quando você andar um pouco,
Essa madeira no colo da terra,
Um caixão para o descanso eterno.
Quatro tábuas vi caírem,
Meu coração ficou pesado,
Uma palavrinha eu queria balbuciar,
Mas a roda parou de girar.

Composição: