La granda kermeso
Ni venis en Mondon, hazarde, pasie.
Ni tute ne trudis nin por la eniro.
La viv-karuselo nin svingas ebrie
Kaj lasas nin sobre sur brua foiro.
Ni flugas senzorge tra tempo junula,
Ni plugas tra agxo matura, regula.
La jaroj severe tik-tak-inventaras,
Gxis kvote kaj kvite kaj stumble ni staras,
Dum gurdas kaj vibras la vivo sen cxeso
Kiel kanto kaj kirlo de granda kermeso.
Ni lasas la Mondon, hazarde, hezite.
Nur kelkaj petegas pli baldaux eliri.
Tumulto de l' tagoj silentas subite,
Finita la strecxo sukcesojn aspiri.
Jam vanas subigxi al novaj postuloj,
Rikanas dubemo sardonaj speguloj,
Sed floro velkinta plensense odoras,
Pasintajn somerojn ni milde memoras,
Dum gurdas kaj vibras la vivo sen cxeso
Kiel kanto kaj kirlo de granda kermeso.
A Grande Festa
Viemos ao Mundo, por acaso, vagando.
Não nos esforçamos pra entrar, não.
O carrossel da vida nos embriaga
E nos deixa sobre uma fogueira bruta.
Voamos despreocupados pelo tempo jovem,
Plantamos na idade madura, regular.
Os anos severos marcam o tic-tac,
Até que, juntos e perdidos, ficamos,
Enquanto a vida gira e vibra sem parar
Como uma canção e um giro de uma grande festa.
Deixamos o Mundo, por acaso, hesitantes.
Só alguns imploram pra sair mais cedo.
O tumulto dos dias silencia de repente,
Acabou a pressão de aspirar sucessos.
Já não vale a pena se submeter a novas exigências,
A dúvida se reflete em espelhos sarcásticos,
Mas a flor murcha exala um cheiro profundo,
Lembramos suavemente os verões passados,
Enquanto a vida gira e vibra sem parar
Como uma canção e um giro de uma grande festa.
Composição: Nanne KALMA / Poul THORSEN