rusthuispolonaise
't vet van de soep daddis d'raf ...
met een pootje in het graf ...
as ge bekan zestig wordt
en elken dag wa korter wordt
rijp voor 't kerkhof of het stort ...
't leven vliegt zo rap voorbij ...
as ge ver verslete zij ...
as de rol is uitgespeld
en oe doodskist is besteld
weurde ni meer meegeteld ...
ooit hadde w'allemaal de kans
maar nu zen we twiddehands
enkel nog maar goe althans
v'r den bejaardenstoelendans
onze geest is afgestoempt ...
weggeveegd of uitgegoemd ...
lak een afgedankte vod
grijs gekleurd en stijf van't snot
mottebollenoverschot ...
afgeleegd compleet dement ...
lak nen terminaalpatient ...
reumatis in elk gewricht
weg d'rmee 't is gin gezicht
steke z'ons in e gesticht ...
ooit hadde w'allemaal de kans
maar nu zen we twiddehands
enkel nog maar goe althans
v'r den bejaardenstoelendans
de consumptie maatschappij
hield voor ons e pleutske vrij
aan voorziening gene nood
o wat is de vreugde groot
in de wachtzaal van de dood
ooit hadde w'allemaal de kans
maar nu zen we twiddehands
enkel nog maar goe althans
v'r den bejaardenstoelendans
dança dos idosos
a gordura da sopa daddis d'raf ...
com um pé no caixão ...
quando você chega aos sessenta
e a cada dia fica mais curto
pronto pro cemitério ou pro lixo ...
a vida passa tão rápido ...
quando você tá bem desgastado ...
quando o papel já foi lido
e seu caixão já tá encomendado
não vai mais ser contado ...
um dia todos tivemos a chance
mas agora somos de segunda mão
só ainda tá bom, pelo menos
pra dança das cadeiras dos idosos
nossa mente tá embotada ...
varrida ou apagada ...
como um trapo jogado fora
cinza e duro de tanto muco
um excesso de bolhas ...
totalmente esgotado e dementado ...
como um paciente terminal ...
reumatismo em cada articulação
sai fora, não é uma visão bonita
eles nos colocam em um asilo ...
um dia todos tivemos a chance
mas agora somos de segunda mão
só ainda tá bom, pelo menos
pra dança das cadeiras dos idosos
a sociedade de consumo
reservou pra nós um espacinho
sem necessidade de cuidados
oh, quão grande é a alegria
na sala de espera da morte
um dia todos tivemos a chance
mas agora somos de segunda mão
só ainda tá bom, pelo menos
pra dança das cadeiras dos idosos