Zuipe (originele Versie)
zuipe, zuipe, da kannik goe
da kanne kikke blindelings met mijn ogen toe
zuipe, zuipe, tegen mijn haar omhoog
mijne mond is nog ni leeg of mijn keel is weeral droog
vanaf da'k was geboren was kik al inteligent
ik pakte recht naar moeders beurst gelak ne grote vent
't was ni voor mee te spelen, da'k pakte nor die beurst
ook ni voor't seksuele, 't was van de groten deurst
ik zoop kik alles leeg, ons moe wist gene raad
ik blette totda'k kreeg ne melkautomaat
ook toen ik al op school zat, beterde het geen fluit
as niemand mij in d'oog had, zoop ik den inktpot uit
zuipe, zuipe, da kannik goe
da kanne kikke blindelings met mijn ogen toe
zuipe, zuipe, tegen mijn haar omhoog
mijne mond is nog ni leeg of mijn keel is weeral droog
na zestien jaar was kik al wereldkampioen
'k zoop iedereen onder tafel, aan mij was niks te doen
na zeven dagen drinken, lag iedereen al plat
daarna ging'k oep de lappen want ik was kik nog ni zat
zo kwam ik eens in Holland, 't was een eer voor de belgen
die kezen aan het leren hoeda Belgen kunnen zwelgen
zo zoop kik in mijn eentje, wel twintig vaten leeg
oemda'k dan zekers wist da'k een vatje gratis kreeg
zuipe, zuipe, da kannik goe
da kanne kikke blindelings met mijn ogen toe
zuipe, zuipe, tegen mijn haar omhoog
mijne mond is nog ni leeg of mijn keel is weeral droog
ik kwam bij ne geneesheer, die mij toen onderzocht
die vent bezien kik nooit ni meer, ik voelde mij bekocht
het was nog een joenk gastje, hij kwam mor pas van 't school
hij zei: gij hebt geen bloed maat, da's zuiveren alkool!
en al is't geen geheim ni meer, toch blef het onder ons
a maag dat is geen maag ni meer dat is begot een spons
a keelgat is geen keelgat vent, al denkte gij van wel
a'k vergelijk dan is't oemtrent de Kennedy-tunnèl
zuipe, zuipe, da kannik goe
da kanne kikke blindelings met mijn ogen toe
zuipe, zuipe, tegen mijn haar omhoog
mijne mond is nog ni leeg of mijn keel is weeral droog
Zuipe (Versão Original)
zuipe, zuipe, eu consigo bem
eu consigo olhar cegamente com os olhos fechados
zuipe, zuipe, subindo pelo meu cabelo
minha boca ainda não tá vazia ou minha garganta já tá seca
desde que eu nasci, eu já era inteligente
pegava direto na bolsa da minha mãe, um grandão
não era pra brincar, eu pegava só a grana
também não era por sexo, era só pela grana dos grandes
eu bebia tudo que via, minha mãe não sabia o que fazer
eu chorava até conseguir uma máquina de leite
mesmo quando já tava na escola, não melhorou em nada
se ninguém me vigiava, eu bebia a tinta da caneta
zuipe, zuipe, eu consigo bem
eu consigo olhar cegamente com os olhos fechados
zuipe, zuipe, subindo pelo meu cabelo
minha boca ainda não tá vazia ou minha garganta já tá seca
depois de dezesseis anos, eu já era campeão mundial
eu bebia todo mundo debaixo da mesa, não tinha como me segurar
depois de sete dias bebendo, todo mundo já tava no chão
depois eu fui pra cama porque eu ainda não tinha bebido o suficiente
assim cheguei na Holanda, foi uma honra pros belgas
eles estavam aprendendo como os belgas conseguem beber
então eu bebi sozinho, bem vinte barris vazios
porque eu sabia que ia ganhar um barril de graça
zuipe, zuipe, eu consigo bem
eu consigo olhar cegamente com os olhos fechados
zuipe, zuipe, subindo pelo meu cabelo
minha boca ainda não tá vazia ou minha garganta já tá seca
fui a um médico, que me examinou
nunca mais vi aquele cara, me senti enganado
era um garoto novo, ele tinha acabado de sair da escola
ele disse: você não tem sangue, cara, isso é só álcool puro!
e mesmo que não seja mais segredo, ainda ficou entre nós
minha barriga não é mais barriga, é uma esponja
minha garganta não é mais garganta, cara, mesmo que você ache que é
se eu comparar, é mais ou menos como o túnel Kennedy
zuipe, zuipe, eu consigo bem
eu consigo olhar cegamente com os olhos fechados
zuipe, zuipe, subindo pelo meu cabelo
minha boca ainda não tá vazia ou minha garganta já tá seca