exibições de letras 11

Sussurram os ecos
Ele desce
Como um trovão vestido de silêncio

Caminhei entre árvores mortas
Carregando máscaras, dívidas e promessas tortas
Fui Jacó o que engana, o que finge
E cada mentira foi uma unção de vinagre

A noite caiu como pedra em meu peito
O vale sussurrava um juízo perfeito
E então Ele veio

Um vulto entre os galhos, sem rosto, sem nome
Como fogo em carne, como Deus em fome
Suas mãos, vastas como o firmamento
Me lançaram ao pó sem argumento

Rasga minha carne Me marca com o céu
Deus, besta sagrada, me arrasta pro fel
Berrei no escuro, com a perna rasgada
E Ele calado, mas Sua glória esmagava

Os ecos do vale me fizeram morrer
E um novo nome nasceu no meu sofrer

Senti o toque ardia como inferno
Mas era o Céu, em guerra contra o meu ego eterno
Cada osso quebrado me dizia: Agora sim
Agora você é meu, mesmo mancando assim

Não era um anjo
Não era homem
Era Ele
O Inominável
O peso da Eternidade
Num só gesto de toque mortal

Lutei com Deus, e perdi
Gritei até o último osso trincar

Os ecos do vale ainda vivem em mim
A dor que purifica, o sangue sem fim
Jacó morreu com um grito na escuridão
Israel nasceu, com Deus marcando a tua mão

Manco, mas vivo
Ele me venceu com amor brutal

Composição: cauã Willian Oliveira Da Silva. Essa informação está errada? Nos avise.

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