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CHÁ MATE

Trashu

MATE COCIDO

Polillas anidan en mis flores
Semillas en mis iris de girasoles
Mis colores lloré a lo bruto para brotarme
Me marchité de tanto regarme

Hice mi torre de babel con ropa sucia
Apilada en mi sillón de las excusas
Intenté apagar el automático
No permitirme ser se volvió habito

¿Estás seguro en tu inseguridad?
Miraste dentro y hay oscuridad
Media hora frente al plato frío
Sin masticar por discutir conmigo

Y polillas anidan en mis flores
Semillas en mis iris de girasoles
Lloré a lo bruto para brotarme
Me marchité de tanto regarme

No conozco esta almohada ni ella mi cara
Me acuesto y me siento otro agujero en la cama
Todo me da arcadas
Y engaño al hambre hasta que el humo se apaga

Y así se va otro mes
No sé ni que día es
¿Lo empezaré con angustia esta vez?
Hoy el culpable vuelve a ser juez

Hoy voy a sentirme un fantasma hasta que vuele
A emborracharme de todo lo que me duele
Voy a romper mi colección de indiferencias
A abrazar lo que me queda de abstinencia

Si sé que todo va a estar bien mientras sea yo
Siempre lo estuvo, hasta cuando no
Quizá aprender que aun es temprano
A perdonarme por ser humano

CHÁ MATE

Traças fazem ninho nas minhas flores
Sementes nos meus íris de girassóis
Chorei feito um louco pra me brotar
Murchi de tanto me regar

Fiz minha torre de babel com roupa suja
Empilhada no meu sofá das desculpas
Tentei desligar o automático
Não me permitir ser virou hábito

Você tá seguro na sua insegurança?
Olhou pra dentro e tem escuridão
Meia hora na frente do prato frio
Sem mastigar por discutir comigo

E traças fazem ninho nas minhas flores
Sementes nos meus íris de girassóis
Chorei feito um louco pra me brotar
Murchi de tanto me regar

Não conheço esse travesseiro nem ele meu rosto
Me deito e sinto outro buraco na cama
Tudo me dá ânsias
E engano a fome até que a fumaça se apague

E assim se vai mais um mês
Não sei nem que dia é
Vou começar com angústia dessa vez?
Hoje o culpado volta a ser juiz

Hoje vou me sentir um fantasma até voar
Pra me embriagar de tudo que me dói
Vou quebrar minha coleção de indiferenças
E abraçar o que me resta de abstinência

Sei que tudo vai ficar bem enquanto eu for eu
Sempre ficou, até quando não
Talvez aprender que ainda é cedo
A me perdoar por ser humano

Composição: Trashu