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O Antigo

Kayo Dot

The Antique

Dust fills my Mouth with a Timeless Poltergeist Rapping
Lightly upon a Dusty Door;
It Locks the Days together
Yesterday
This Artefact wasn't rightly so.
Flanked by Shelves incorporating me into their Lonely Dream,
I search for Tremors lying Weeping
'Neath the Broken Tiled Floor
Weeping with a Broken Madness,
Weeping for the Day Before.
Tarnished Silver in the Cupboard soothes
The Fathoms of my Aching Silver Beard;
Like Shining Eyes scoured by
A Sour Creaking Gait,
Cataracts dim the
Eloquence that wore
The Shining Cloak of younger Pride,
And This was Long,
Long before their Careless Keeper died.

A Revenant spread its Foul Curse to Every Living Thing
With Stories trapp'd on Yellowed Pages
By Talismans of Poignant Lethargy.
Tales Twilit bear their Ruin'd Words
To this Ghoulish Scenery,
Slouching over Candlelight
Extinguished in another Century.

The Grandfather Clock once Told its Beads,
While Outside the Branches
Bowed their Windows slightly Out of Key.
And this Downstairs, where a
Forlorn Clock has long since Lost its Faith,
And a House's Stale Breath sighs like the
Whispers of a Wraith.

Spiders Decorate an Appearance
That stretches Gnarled Hands
Back into a Relinquished Parlour Game;
Wisps of Ghostly Languor hinting faintly of Perique
Ring the Ancyent Air and Fade,
Murmuring of Things Antique.

O Antigo

Poeira enche minha boca com um poltergeist atemporal batendo
Levemente numa porta empoeirada;
Ela tranca os dias juntos
Ontem
Esse artefato não era bem assim.
Flanqueado por prateleiras que me incorporam em seu sonho solitário,
Eu procuro por tremores que choram
Debaixo do chão de azulejos quebrados
Chorando com uma loucura quebrada,
Chorando pelo dia anterior.
Prata manchada no armário acalma
As profundezas da minha barba prateada dolorida;
Como olhos brilhantes escaneados por
Um andar rangente e azedo,
Cataratas embaçam a
Eloquência que usava
A capa brilhante do orgulho jovem,
E isso foi há muito,
Muito antes de seu cuidador descuidado morrer.

Um revenante espalhou sua maldição fétida para cada ser vivo
Com histórias aprisionadas em páginas amareladas
Por talismãs de letargia pungente.
Contos crepusculares carregam suas palavras arruinadas
Para essa cena ghoulish,
Curvando-se sobre a luz de vela
Extinta em outro século.

O relógio de pêndulo uma vez contou suas contas,
Enquanto do lado de fora os galhos
Inclinavam suas janelas ligeiramente desafinadas.
E aqui embaixo, onde um
Relógio triste há muito perdeu sua fé,
E o hálito estagnado da casa suspira como os
Sussurros de um espectro.

Aranhas decoram uma aparência
Que estica mãos retorcidas
De volta a um jogo de salão abandonado;
Fios de languidez fantasmagórica insinuando levemente o Perique
Rondam o ar antigo e desaparecem,
Murmurando sobre coisas antigas.

Composição: Kayo Dot / Toby Driver