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Intro (Puríssima)

Kei Linch

Intro (Purísima)

Me aburre y me asusta ser ejemplo de algo
Nunca quise venderte nada de lo que traigo
Pero quieren comprarlo

Y yo nunca tuve plata y por lo mismo valgo
Ando carísima, armando una lista de cosas que me quieren conocer
Sigo purísima, aunque no lo quieran reconocer
La misma que coronó es la misma que nunca se fue (del barrio)
Llevo cinco años joseando, profesionalmente hablando
Nadando sin ver las orillas ni tus comentarios
Manejo códigos binarios, pero aplico los del barrio
Solo cuando es necesario

No soy normal y nunca lo intentaría
¿Quién mierda quiere ser la misma mierda que la mayoría?
La nena tiene una estrella que no puede traicionar
Y hambre del mismo mundo que la quiere devorar

La suerte no vino, la tuve que hacer
Me cansé de ser pobre, la tuve que hacer
Me puse mis únicos pisos y empecé a correr
No había comida, pero aprendí a morder
Porque todo estaba escrito, nací para esto
Siempre al fondo de la fila, en el último puesto
Me odiaba hasta el profesor, pero fue honesto

Sabía de mi potencial, me puso más cero que al resto
Conocí el rap y dejé las clases
Nada me importaba más que rapear pa' subir de clase
Y ahora vivo bien, me alcanza para pagar mi tranquilidad
Aunque me falta mamá y eso duele un poco (te extraño)
Si logro algo pienso en verla

Pero no está y eso me enerva (ella)
Fue la primera que notó mi estrella
Por eso me parto el lomo para protegerla
Todo se ha ido a pique varias veces
Crisis que no me dejan levantar de la cama en meses
La depresión me conoció con nueve
Y aunque estoy medicada, nada que no sea el rap me mueve

Sigo purísima
Sigo purísima
Sigo purísima

Intro (Puríssima)

Me entedia e me assusta ser exemplo de algo
Nunca quis te vender nada do que trago
Mas querem comprar

E eu nunca tive grana e por isso valho
Tô caríssima, fazendo uma lista de coisas que querem me conhecer
Continuo puríssima, mesmo que não queiram reconhecer
A mesma que coroou é a mesma que nunca se foi (do bairro)
Levo cinco anos correndo atrás, profissionalmente falando
Nadando sem ver as margens nem seus comentários
Manejo códigos binários, mas aplico os do bairro
Só quando é necessário

Não sou normal e nunca tentaria
Quem diabos quer ser a mesma merda que a maioria?
A menina tem uma estrela que não pode trair
E fome do mesmo mundo que a quer devorar

A sorte não veio, eu tive que fazer
Cansei de ser pobre, eu tive que fazer
Coloquei meus únicos sapatos e comecei a correr
Não tinha comida, mas aprendi a morder
Porque tudo estava escrito, nasci pra isso
Sempre no fundo da fila, no último lugar
Me odiava até o professor, mas foi honesto

Sabia do meu potencial, me deu mais zero que ao resto
Conheci o rap e deixei as aulas
Nada me importava mais que rimar pra subir de classe
E agora vivo bem, dá pra pagar minha tranquilidade
Embora me falte a mãe e isso dói um pouco (te estranho)
Se eu conseguir algo, penso em vê-la

Mas não tá e isso me irrita (ela)
Foi a primeira que notou minha estrela
Por isso me esforço pra protegê-la
Tudo já foi por água abaixo várias vezes
Crises que não me deixam levantar da cama em meses
A depressão me conheceu com nove
E embora esteja medicada, nada que não seja rap me move

Continuo puríssima
Continuo puríssima
Continuo puríssima