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raiva operário

Keltoi

Raiba Operaria

Espertamos coa lúa ainda no ceo
Sen máis xente que o frío na rúa
Ducha morna, café e mala hostia
Por diante dez horas no inferno

Dende hai anos repetindo o mesmo
Colle a funda e vai pra cadea
Traballar coa boca pechada
Traballando e berrando en silencio
Canto máis hai que agardar?
Cando imos perde-lo medo?
O medo a loitar!

Pra os que non viven só traballan
Pra encher de cartos ao patrón
I están no fío da navalla
Pois ben sabemos que o xogo está claro
Seguir producindo, seguir traballando
Sermos monicreques en mans duns bastardos
Mais que estean certos que a clase operaria
Non esquecerá

E nós cambiaremo-la historia
I eles terán a súa ración
Agora baixo a nosa bota
Veremos que ben o pasan choiando
Coa testa agachada e suando o bandullo
Sentíndose nada, tragándose o orgullo
Xeonllos na terra, ollando a derrota
E pedindo perdón

Sufrindo, loitando, sabendo
Que algún día imos ser nos quen venceremos
Seguimos téntandoo
Tarde ou cedo, todo vai cambiar!

raiva operário

Acorda com a lua ainda no céu
Sem mais pessoas que o frio na rua
Chuveiro quente, café e má hóstia
À frente de dez horas no inferno

Há anos repetindo a mesma coisa
Apanha a caso e vai pra cadeia
Trabalhar com a boca fechada
Trabalhando e gritando em silêncio
Quanto mais você tem que esperar?
Quando vamos perdê-lo medo?
O medo de lutar!

Pra quem não vivem só trabalham
Pra encher de dinheiro ao patrão
I estão no fio da navalha
Bem sabemos que o jogo é claro
Continuar a produzir, continuar a trabalhar
Sermos fantoches nas mãos de bastardos
Mas eles estão certos que a classe operária
Não esquecer

E nós cambiaremo a história
I eles terão sua porção
Agora sob a nossa bota
Vamos ver o que bem o passar choiando
Com a cabeça escondida e suando o barriga
Sentindo nada, tragándose orgulho
Joelhos no chão, olhando a derrota
E pedindo perdão

Sofrendo, lutando, sabendo
O que um dia vamos ser nós que venceremos
seguimos-los tentando
Mais cedo ou mais tarde, tudo vai mudar!

Composição: