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Estilo Livre

Keny Arkana

Style libre

Laisse moi écrire, juste pour apaiser mon âme
Exorciser en art ce que certains appelleraient "molar"
Un bout de papier pour mettre mes peines en chanson
Etrange, on m'a dit "Allez arrête! la chance est en zonzon..."
Moi j'taille! ici, c'est l'attaque des rimes
Ca parle de "1er de la classe" prenant le rap pour une académie...
Le stylo mon arme, mon art est mon poumon
Ce que me dit mon coeur, je le retranscrit mot pour mot
Alors excuse si parfois je'parais virulente
Mais ce monde n'est qu'une histoire, où s'égarrent les figurants...
Regarde ça s'tue! pas besoin de métaphore!
Alors dans le mic j'hurle à la façon d'un mégaphone!
Ecoute… j'ai juste mes idées pour construire mon avenir
J'y vais à la nage, j'suis pas d'celles qui s'tirent en navire
Avec un mic je m'en vais ravie, vite avant que mon âme vire
En nerf, car seul la haine s'deale dans ma ville...

Laisse moi écrire avant de mourir de l'intérieur
Le stylo mon arme pour que ma douleur interne meurt
Je vois l'ennuie qui pour rien se marre et sera marié
A ma folie si j'me noie dans son raz-de-marée
Signant mon arrêt de mort mais t'inquiète!
J'continue ma route, pied nue, car la merde me colle au basket
T'as vu l'époque?! Son mal ne se lie pas sur les cartes...
Mon "bien" c'est bien sur mes potes, et en cas de mal j'retombe sur mes pattes!
J'me fou d'ce moove et d'tous ces méchants moqueurs!
Regarde dans ton assiette!!! moi, j'réconforte les gens de mon coeur!
J'vous laisse entre fous, donc "bon appétit à tous"
Bouffez-vous bien entre vous, pendant que j'vous regarde faire la course!...
J'suis pas là pour le titre! si le rap part en parade je le quitte!
Mais si un mic se ballade je le kick!
Ce monde est malade et je le crie, jusqu'à être aphone
Car le fond n'est qu'un gouffre et même s'ils ont maquillé la forme!

Née dans un monde qui nous a tous rendu déments
Alors laisse moi écrire pour mieux combattre contre mes démons
Qui montent, et de ma mémoire jaillissent, aidez moi!!
J'ai que ma plume pour soigner mes plaies et alléger mes poids...
Du ciment, j'veux toucher l'étoile, et j'entend ce vent qui
Me signal que la routine nous glace, qu'il faut quitter la banquise!
Déjà usée, car la paix meurt sur le banc des accusés
Comprend-tu pourquoi mon rap a cette couleur désabusée?
J'ai pas rusée, j'suis venue franco dans l'rap...
J'vis et je prendrai ce que la Vie me donnera...
J'crie, peut-être trop à ton goût?
Toi, attaché au système au point de ne plus voir la corde à ton cou!
Ya tant de gouffres, regarde! pour si peu de bases solides
Grâce aux litres de "poison", on supporte nos vies insolites
C'est le merdier! et le temps t'pousse à en faire parti
On t'pousse à avoir alors que RIEN n'est jamais acquis!...

Estilo Livre

Deixa eu escrever, só pra acalmar minha alma
Exorcizar em arte o que alguns chamariam de "molar"
Um pedaço de papel pra colocar minhas dores em canção
Estranho, me disseram "Vai, para! a sorte tá na zona..."
Eu tô fora! aqui, é a batalha das rimas
Fala do "primeiro da classe" que vê o rap como uma academia...
A caneta é minha arma, minha arte é meu pulmão
O que meu coração diz, eu transcrevo palavra por palavra
Então desculpa se às vezes pareço virulenta
Mas esse mundo é só uma história, onde se perdem os figurantes...
Olha isso, tá se matando! não precisa de metáfora!
Então no microfone eu grito como um megafone!
Escuta… eu só tenho minhas ideias pra construir meu futuro
Vou nadando, não sou de quem se afunda em navio
Com um mic eu vou feliz, rápido antes que minha alma mude
Em nervo, porque só a raiva se negocia na minha cidade...

Deixa eu escrever antes de morrer por dentro
A caneta é minha arma pra que minha dor interna morra
Vejo o tédio que ri à toa e vai se casar
Com minha loucura se eu me afogar na sua maré
Assinando minha sentença de morte, mas relaxa!
Eu sigo meu caminho, descalça, porque a merda gruda no meu tênis
Você viu a época?! Seu mal não se liga nos mapas...
Meu "bem" é bem meus amigos, e se der ruim eu caio de pé!
Tô nem aí pra esse movimento e pra todos esses malditos zombadores!
Olha no seu prato!!! eu, conforto as pessoas do meu coração!
Deixo vocês entre malucos, então "bom apetite a todos"
Se devorem entre vocês, enquanto eu fico vendo a corrida!...
Não tô aqui pelo título! se o rap sair em desfile eu saio!
Mas se um mic aparecer eu dou um chute!
Esse mundo tá doente e eu grito, até ficar sem voz
Porque o fundo não é nada além de um abismo e mesmo que tenham maquiado a forma!

Nascida em um mundo que nos deixou todos malucos
Então deixa eu escrever pra lutar melhor contra meus demônios
Que sobem, e da minha memória brotam, me ajudem!!
Só tenho minha caneta pra curar minhas feridas e aliviar meus pesos...
Do cimento, quero tocar a estrela, e ouço esse vento que
Me avisa que a rotina nos congela, que é hora de deixar a banquisa!
Já desgastada, porque a paz morre no banco dos réus
Você entende porque meu rap tem essa cor desiludida?
Não fui esperta, cheguei de cara no rap...
Vivo e vou pegar o que a Vida me der...
Eu grito, talvez demais pro seu gosto?
Você, preso ao sistema a ponto de não ver a corda no seu pescoço!
Tem tantos abismos, olha! por tão poucas bases sólidas
Graças aos litros de "veneno", suportamos nossas vidas insólitas
É uma bagunça! e o tempo te empurra a fazer parte
Te empurram a ter enquanto NADA é garantido!...

Composição: