La Sublime Solitude
Je sais que mes mains qui ne cherchent d'habitude
Que l'ivoire et l'ébène d'un piano de salon
Que la peau de mes doigts racornie et durcie
Par des cordes usagées de bronze et de nylon
Font de moi une pierre
Une folle cavalière
Qui n'est que passagère
Je sais que mes yeux ne cachent plus la blessure
Dès longtemps enterrée au fond de mes bagages
Et que sur le terrain, nul ne parait très sûr
Ni la vue imprenable, ni le parfum sauvage
De la haute altitude
Et son alliée absurde
La sublime solitude
Je sais que ton cœur tant brisé par une autre
Est venu rechercher un peu de réconfort
N'en déplaise, la rumeur sur le pas de ma porte
Sans même l'ombre d'un doute, tu as viré de bord
Tu as poussé off-shore, je m'en souviens encore
Jusqu'au fond de l'impasse, tous ces hommes pleins d'audace
Qui me parlent à voix basse
Mais qui souvent, hélas
Me laissent de glace
Je sais que parfois je suis bien peu de choses
Qu'il me reste les restes d'une foutue promesse
Que l'amour sans lendemain, tu en as eu ta dose
Que le bonheur, la joie, tu les fuis de justesse
Pour ce vieil interlude
Cette affreuse habitude
Cette divine plénitude
La sublime solitude
La sublime solitude
La sublime solitude
La sublime solitude
A Sublime Solidão
Eu sei que minhas mãos que geralmente
Só buscam o marfim e a ébano de um piano de sala
Que a pele dos meus dedos ressecada e endurecida
Por cordas usadas de bronze e nylon
Fazem de mim uma pedra
Uma louca cavaleira
Que é só passageira
Eu sei que meus olhos não escondem mais a ferida
Há muito enterrada no fundo das minhas bagagens
E que no campo, ninguém parece muito seguro
Nem a vista deslumbrante, nem o perfume selvagem
Da alta altitude
E sua aliada absurda
A sublime solidão
Eu sei que seu coração tão quebrado por outra
Veio buscar um pouco de conforto
Não importa, a fofoca na porta da minha casa
Sem sombra de dúvida, você mudou de lado
Você se afastou, eu ainda me lembro
Até o fundo do beco, todos esses homens cheios de ousadia
Que falam comigo em voz baixa
Mas que muitas vezes, infelizmente
Me deixam gelada
Eu sei que às vezes sou bem pouca coisa
Que me restam os restos de uma maldita promessa
Que o amor sem futuro, você já teve sua dose
Que a felicidade, a alegria, você as evita por pouco
Por esse velho interlúdio
Esse horrível hábito
Essa divina plenitude
A sublime solidão
A sublime solidão
A sublime solidão
A sublime solidão