Kleberiano - A Lenda do Papapau

Kleberiano

Seu corpo é franzino, a boca é carnuda
A noite ele passeia pelas vielas escuras
Atrás de um banquete, com muitas picas duras
O seu bigode é de leite, a garganta é profunda

O Papapau não vai perdoar
Suga sua alma até tu secar

O pobre camponês andava calmamente
Sem imaginar o que aguardava à frente
Voltava do trabalho, estava bem cansado
Comprara mantimentos com seu dinheiro suado
E a sua família o aguardava em casa
Mas infelizmente, não iria chegar
Porque uma sombra espreitava na mata
É o Papapau querendo jantar

Não adianta correr, ele vai te alcançar
Se você se esconder, ele vai encontrar
Você pode berrar, ninguém vai escutar
Se implorar por ajuda, ele vai gargalhar

Não adianta correr, ele vai te alcançar
Se você se esconder, ele vai encontrar
Você pode berrar, ninguém vai escutar
Se implorar por ajuda, ele vai gargalhar

Mas um vilarejo não iria se render
Essa criatura devia morrer
Então organizaram uma operação
Para acabar de vez com a aberração
Pegaram em armas, foices e porretes
E foram atrás do monstro hostil
E, depois de dias andando à procura
Finalmente encontraram o covil

Todos tiveram os cacetes chupados pelo monstrinho do mal
Não sobrou ninguém para contar história, além do Papapau


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