Tropenträume
Das ist die hohe Zeit der Tropenträume,
ein Flügelschlag nur bis zum Meer,
und alles, was ich jetzt versäume,
erreicht mich bis ins Grab nicht mehr.
Versoffner Mond und dunkle Weine,
das Leben schlägt die Phantasie!
Ein schwuler Priester schwingt die Beine,
er ist der Star der Travestie.
Da wuchern wieder Kindheitsträume,
das Wunderland Calafia,
das ich erst spät durch dunkle Räume
im Rausch und Taumel wiedersah.
Der Tod hat viel zu schwere Flügel,
ihn hält es nicht in meinen Höhn.
Er ist das Pferd. Ich halt die Zügel.
Er überdauert. Ich werd überstehn.
Nur weiter, wo die Schiffe dösen,
dem letzten Hafen hinterher,
dort, wo die Blumen alles Bösen
dem Sumpf entblühen, bunt und schwer,
bunt und schwer.
Es ist der alte Rausch der Meere,
der meine Fieberträume nährt.
Dahinter öffnet sich die Leere
und eine Stille, die verzehrt.
Ich bin dem Sanften nicht gewogen,
auch langweilt mich der milde Blick,
mich hat das Feuer großgezogen,
zum Feuer will ich auch zurück.
Nur weiter, wo die Schiffe dösen,
dem letzten Hafen hinterher,
dort, wo die Blumen alles Bösen
dem Sumpf entblühen, bunt und schwer,
bunt und schwer.
Das ist die hohe Zeit der Tropenträume,
ein Flügelschlag nur bis zum Meer,
und alles, was ich jetzt versäume,
erreicht mich bis ins Grab nicht mehr.
Das brandet an. Das ist das Fieber,
das aller Völker Mutter war.
Aus diesem Stoff ist das Gefieder
der Engel. Weiß und wunderbar.
Nur weiter, wo die Schiffe dösen,
dem letzten Hafen hinterher,
dort, wo die Blumen alles Bösen
dem Sumpf entblühen, bunt und schwer,
bunt und schwer.
Sonhos Tropicais
É a época dos sonhos tropicais,
uma batida de asas até o mar,
e tudo que eu agora deixo pra trás,
não vai me alcançar nem no meu lar.
Lua embriagada e vinhos escuros,
a vida bate na fantasia!
Um padre gay balança os muros,
e é a estrela da travestia.
Novamente brotam sonhos de infância,
o país das maravilhas, Caláfia,
que eu só vi tarde, em uma dança,
em êxtase e em plena euforia.
A morte tem asas pesadas demais,
e não se acomoda em meu lugar.
Ela é o cavalo. Eu seguro as rédeas.
Ela persiste. Eu vou me aguentar.
Só siga, onde os navios dormem,
ao último porto a se afastar,
aí onde as flores do mal se transformam
em cores vibrantes, a brotar,
em cores vibrantes, a brotar.
É a velha embriaguez dos mares,
que alimenta meus sonhos febris.
Atrás disso, se abre o vazio
com um silêncio que consome a mim.
Não sou amigo do que é suave,
também me entedia o olhar gentil,
foi o fogo que me criou, sabe?
Ao fogo eu quero voltar, é meu perfil.
Só siga, onde os navios dormem,
ao último porto a se afastar,
aí onde as flores do mal se transformam
em cores vibrantes, a brotar,
em cores vibrantes, a brotar.
É a época dos sonhos tropicais,
uma batida de asas até o mar,
e tudo que eu agora deixo pra trás,
não vai me alcançar nem no meu lar.
Isso se agita. É a febre,
que foi mãe de todos os povos.
Desse material é que se tece
as penas dos anjos. Brancas e lindas.
Só siga, onde os navios dormem,
ao último porto a se afastar,
aí onde as flores do mal se transformam
em cores vibrantes, a brotar,
em cores vibrantes, a brotar.