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Luz do Despertar (Avaliação de um Concerto)

Konstantin Wecker

Weckerleuchten (Bestandsaufnahme eines Konzerts)

Ein paar Dauerfans, 14 Intellektuelle, Marke: Aha, sehr interessant, drei Models, meistens großäugig.
Weckerleuchten.
Zwei freundliche ältere Herren mit Gattin, ein Opelkadettfahrer mit Hut und Prostatabeschwerden, 6 Teenies, gähnend.
Weckerleuchten.
Keine Waschbären, leider, dafür ein Polizeipräsident, dem versehentlich ans Bein gepinkelt wurde, jedoch kein Minister des Inneren, Gott sei Dank.
Weckerleuchten.
Mischpulte, Musiker, Mimosen.
Weckerleuchten.
Wohl noch nie was von Politik gehört, wa?
Hüsteln. Falsches Lachen am richtigen Platz, richtiges Lachen am falschen Platz und: Wo bleibt die Aussage, wo bleibt das Heil? Bitteschön. Weckerleuchten. Mehrere Ludwigs, wovon zwei auch meistens und einer immer Lucky genannt werden, und eine Maria ohne Gnade und:

Wo bitte, bitte wo bleibt das Heil?
Weckerleuchten.

Und: Verzeihen Sie bitte vielmals, aber ich habe Ihnen nun mal das Heil zu bringen. Des Sängers Fluch. Des weiteren begrüße ich aufs herzlichste den Herzog von Utopien, der sich trotz seiner schweren Leiden das Hirn betreffend hierhergeschleppt hat, weil er glaubte, dies sei ein neurologischer Kongreß.
Weckerleuchten.
Wer weckt, was leuchtet!
Und: Ab und zu ein kleines, fast schüchternes, weißes, sich durch die Lieder schleppendes Heil. Ein Heilchen, sozusagen. Heile heile Segen. Außerdem:
Ideologien, meine Damen und Herren, Ideologien für jeden Zweck.
Zum Munkeln, zum Schunkeln, zum Entrüsten oder einfach zum Rechthaben. Kaufen Sie Ideologien direkt von der Sängerinnung, kostensparend und seit neuem auch saubere und hygienisch verpackte Einwegideologien zum Wegwerfpreis.
Weckerleuchten.
Und bitte, verehrte gnädige Frau, bewahren Sie Ihren Optimismus.

Ich schreib für die, die zwischen allen Stühlen
und ohne Trost ihr Leben packen.
Die Greifer, die in allen Tiefen wühlen
und ab und zu genießerisch in sich versacken.

Ich schreib, verdammt noch mal, nicht, um zu heilen.
Propheten hat´s schon viel zuviel gegeben.
Ich möchte tauchen, taumeln und verweilen.
Nicht glücklich werden: sondern leben.

Den Krämern Kampf! Ich will mich spüren.
Wir sind nicht für das Nichts gemacht.
Ich schreib für die, die nie verführen,
und für den Aderlaß der Macht.

Luz do Despertar (Avaliação de um Concerto)

Um punhado de fãs fiéis, 14 intelectuais, marca: Aha, muito interessante, três modelos, na maioria com olhos grandes.
Luz do despertar.
Dois senhores mais velhos e simpáticos com suas esposas, um motorista de Opala com chapéu e problemas de próstata, 6 adolescentes, bocejando.
Luz do despertar.
Nenhum guaxinim, infelizmente, mas um chefe de polícia que foi acidentalmente mijado na perna, mas nenhum ministro do interior, graças a Deus.
Luz do despertar.
Mesas de som, músicos, mimos.
Luz do despertar.
Provavelmente nunca ouviram falar de política, né?
Tosse. Risada errada no lugar certo, risada certa no lugar errado e: Cadê a mensagem, cadê a salvação? Por favor. Luz do despertar. Vários Ludwigs, dos quais dois também são chamados de Lucky na maioria das vezes e um sempre, e uma Maria sem piedade e:

Onde, por favor, onde está a salvação?
Luz do despertar.

E: Peço desculpas, mas eu vim trazer a salvação para vocês. A maldição do cantor. Além disso, dou as boas-vindas calorosamente ao duque das utopias, que, apesar de seus graves problemas mentais, se arrastou até aqui, porque acreditava que era um congresso neurológico.
Luz do despertar.
Quem acorda, o que brilha!
E: De vez em quando, uma pequena, quase tímida, branquinha, que se arrasta pelas músicas, uma salvaçãozinha, por assim dizer. Salve, salve, bênção. Além disso:
Ideologias, senhoras e senhores, ideologias para todo propósito.
Para murmurar, para dançar, para se indignar ou simplesmente para ter razão. Compre ideologias diretamente da guilda dos cantores, economizando e, desde agora, também ideologias descartáveis, limpas e embaladas de forma higiênica a preço de banana.
Luz do despertar.
E, por favor, estimada senhora, mantenha seu otimismo.

Eu escrevo para aqueles que estão entre todas as cadeiras
E sem consolo empacotam suas vidas.
Os que vasculham em todas as profundezas
E de vez em quando se afundam em si mesmos.

Eu escrevo, droga, não para curar.
Profetas já existem demais.
Quero mergulhar, cambalear e ficar.
Não ser feliz: mas viver.

Luta contra os mercadores! Quero me sentir.
Não fomos feitos para o nada.
Eu escrevo para aqueles que nunca seduzem,
E para a hemorragia do poder.