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Como um Papel

Konsumo Respeto

como un Papel

Como un papel expuesto al sol que se quema poco a poco.
Como responder, ni si ni no, con los argumentos rotos.
Como envejecer de golpe y morirse de repente...
Como no saber si el norte está arriba abajo o enfrente.

De mi sinrazón puedo decir que controla mis instintos.
De mi corazón, un sinvivir, al que le gusta el peligro.
La locura que manejo está tan adulterada...
Hoy mi sombra es un reflejo de doscientas mil miradas...

Dejo que hable por mi una boca cerrada,
dejo un olvido al recuerdo que no vale nada,
miro a los lados del miedo y no veo nada bien,
miro al vacio y no entiendo todo lo que hay que entender...

Desolación... el malestar.
La decisión... abandonar.

Como terminar, punto y final, y quedarse ya callado.
Como caminar y cavilar sobre ratos ya pasados.
Como describir la muerte sin haberla conocido.
Como desear la suerte que hace tiempo se ha perdido.

De la gran virtud de sonreír contaré que estoy ausente,
de la gratitud al porvenir me confieo indiferente.
Falsedad reconocida, que se extiende en la ciudad.
Unas alas decaídas, resucitan en un bar.

Quiero encontrar por aqui, una triste balada.
Quiero también compartir, una amarga calada.

Desolación... el malestar.
La decisión... abandonar.

Como um Papel

Como um papel exposto ao sol que queima pouco a pouco.
Como responder, nem sim nem não, com os argumentos quebrados.
Como envelhecer de repente e morrer de uma hora pra outra...
Como não saber se o norte tá em cima, embaixo ou na frente.

Da minha falta de razão posso dizer que controla meus instintos.
Do meu coração, um desassossego, que adora o perigo.
A loucura que eu manejo tá tão adulterada...
Hoje minha sombra é um reflexo de duzentas mil olhadas...

Deixo que fale por mim uma boca fechada,
deixo um esquecimento ao que não vale nada,
miro pros lados do medo e não vejo nada bem,
miro pro vazio e não entendo tudo que tem que entender...

Desolação... o mal-estar.
A decisão... abandonar.

Como terminar, ponto final, e ficar já calado.
Como andar e pensar sobre tempos já passados.
Como descrever a morte sem nunca tê-la conhecido.
Como desejar a sorte que faz tempo se perdeu.

Da grande virtude de sorrir, conto que estou ausente,
da gratidão ao futuro, me confesso indiferente.
Falsidade reconhecida, que se espalha pela cidade.
Umas asas caídas, ressuscitam num bar.

Quero encontrar por aqui, uma triste balada.
Quero também compartilhar, uma amarga tragada.

Desolação... o mal-estar.
A decisão... abandonar.

Composição: