Un par de alas
Mirame, hoy la resaca a mi me puede también,
me acosté muy tarde, ya ves,
no he descansado, no he dormido muy bien.
Acabé, Triste cansado con un buen corazón
Que pretendia hacerme entrar en razón,
No suelo hacerlo pero ayer sí lloré.
Fue todo muy rápido,
cuestion de segundos,
ya no quise luchar, me senté.
Entro en el desánimo,
Me sentí ridículo,
Vi mi vida bajo mis pies.
Ya ahora no, no me apetece ni siquiera seguir,
Aún me pregunto que mierdas hago aquí,
¿por qué tiene que ser dificil vivir?.
Asustao, pensando quien me deja un hueco en un lao,
Yo que creía tenerlo superao,
Hoy me doi cuenta: no lo he olvidao.
Me tiemblan las manos,
Y me falla el pulso,
Un cigarro me ayuda a entender.
Todo es tan estraño,
Nada está seguro,
No queria volverme a caer.
¿qué puedo hacer?, ¿qué quiero hacer?,
¿quíen me presta un par de alas?
Quiero volver a mi niñez,
Nada me importaba nada.
Otra vez, misma persona y mismo cuento de ayer,
Mismas palabras y misma estupidez,
No me concentro, soy experto en perder.
Un chaval, joven y viejo ya cansao de esperar,
Tan vivo y muerto que da gusto mirar,
Cliente asiduo de la barra del bar.
Dejame tus ganas,
Vendeme tu fuerza,
Muestrame la felicidad.
Secame las lágrimas,
Que el dolor fallezca,
Que en las nubes yo pueda volar.
¿qué puedo hacer?, ¿qué quiero hacer?,
¿quíen me presta un par de alas?
Quiero volver a mi niñez,
Nada me importaba nada.
Um par de asas
Olha pra mim, hoje a ressaca tá me pegando também,
Fui dormir muito tarde, já viu,
Não descansei, não dormi muito bem.
Acabei, triste e cansado com um bom coração
Que tentava me fazer entrar em razão,
Não costumo fazer isso, mas ontem eu chorei.
Foi tudo muito rápido,
Questão de segundos,
Não quis mais lutar, me sentei.
Entro no desânimo,
Me senti ridículo,
Vi minha vida sob meus pés.
Agora não, não tenho nem vontade de continuar,
Ainda me pergunto que merda eu tô fazendo aqui,
Por que tem que ser difícil viver?
Assustado, pensando quem me dá um espaço aqui,
Eu que achava que tinha superado,
Hoje percebo: não esqueci.
Minhas mãos tremem,
E meu pulso falha,
Um cigarro me ajuda a entender.
Tudo é tão estranho,
Nada é certo,
Não queria cair de novo.
O que posso fazer?, o que quero fazer?,
Quem me empresta um par de asas?
Quero voltar à minha infância,
Nada me importava, nada.
De novo, mesma pessoa e mesma história de ontem,
Mesmas palavras e mesma idiotice,
Não consigo me concentrar, sou expert em perder.
Um garoto, jovem e velho já cansado de esperar,
Tão vivo e morto que dá gosto de olhar,
Cliente assíduo do balcão do bar.
Me empresta sua vontade,
Vende-me sua força,
Mostre-me a felicidade.
Seque minhas lágrimas,
Que a dor morra,
Que nas nuvens eu possa voar.
O que posso fazer?, o que quero fazer?,
Quem me empresta um par de asas?
Quero voltar à minha infância,
Nada me importava, nada.