
CARTA ABERTA
Kreezy Millz
Às vezes, a gente tem que tirar
O que a gente tem de dentro pra fora
E essa é a minha carta
Carta aberta, my nigga
Proibido ouvir isso
Vocês precisam ouvir, né?
Let's get it, papi!
(Risos)
Please
Alguns anos já passaram, até hoje não há respostas!
Disseste: Guarda o tempo, que o tempo diz tudo
Irônico, olhou pra mim
E agiu surdo como mudo
Eu estou farto de estar à espera das perguntas sem respostas
Será que com a nossa life God no fundo te importa?
E se mesmo importa porque existência da dor?
A qualquer hora, em qualquer volta, numa esquina, alguém chora
A saudade é uma shit quando alguém se vai embora
Diz alguma coisa, porquê tiraste a minha cota?
Eu que supliquei de joelhos, com sangue os olhos
Mil velas acendi, esperando tua salvação!
As noites passei, assim só foi mesmo em vão?
Será que não valeu, o tu falha comigo?
Se dizem que és amor, porquê levaste o meu abrigo?
Meus filhos vão nascer sem conhecer a vovó
Só restaram as memórias, o resto foi tipo a minha voz
Mas enquanto eu respiro, procuro sempre um sinal
Pra que a ausência dela, um dia me faça menos mal
E por sinal, porque os melhor parte cedo?
Com tanta gente má, maldita, a fomentar o medo!
Onde a paz se esconde, a guerra tudo que vejo
Crianças, a morrem por uma bala no beijo
E sem clemência tiram nossa sonho e desejo
Tudo por nada agora é pão, pão, queijo, queijo
Diz-me se me ouves quando eu choro
Diz-me se me vês quando eu imploro
Será que tu sentes quando eu sofro?
Please
Diz-me alguma coisa para que eu possa acreditar
Porque se o teu silêncio faz a minha fé desmoronar
A dor me consome, mas eu tento respirar
Mas eu já não sei até quando eu vou aguentar
Pai, eu já não sei até quando eu vou aguentar
E há coisas que acontecem nessa life eu só lamento
Milhões de dólares investidos em armamentos
Enquanto a fome fica séria, o salário uma miséria
E quem governa está de férias
Uns com a minha idade a comerem na lixeira
Sofrimento é a nova droga que o meu people cheira
Por mais que tentam tapar o Sol com a peneira
Mano, a 32 graus caminha mais uma zungueira
(Ah)
Com tristeza e dor, assim derrama suor
O dengue devia estar na escola, é engraxador
Vive sem opção, transborda o coração
E a cada segundos mais roubo, prostituição, ganância e corrupção
Dizem a fé é a salvação, tanta gente sem coração
O mundo perde a direção
E a imagem crua, nítida, mas sem resolução!
Entre vilas e ruelas, vejo rostos sem expressão
Um em um milhão preso na depressão
Com sorrisos apagados, como a luz na escuridão
Em quanto o Diabo dança na Sombra da solidão
Promessas aqui são dadas como pintas de carvão
(Carvão)
Papa, papa, na, na
Yeah, yeah
Na, na, papa, papa
Enquanto o diabo dança na sombra da solidão
Yeah, yeah, yeah
Promessas que são dadas como pintas de carvão
Yeah, yeah, yeah
(Carvão)
Diz-me se me ouves quando eu choro
Diz-me se me vês quando eu imploro
Será que tu sentes quando eu sofro?
Please
Diz-me alguma coisa para que eu possa acreditar
Porque se o teu silêncio faz a minha fé desmoronar
A dor me consome, mas eu tento respirar
Mas eu já não sei até quando eu vou aguentar
Pai, eu já não sei até quando eu vou aguentar
No



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