Bal Kreslarzy
Patrz, plynie
Kolorowych swiatel nad Sekwana sznur...
W dolinie
Grzmi Paryza nocny spiew jak swierszczy chor...
Jak noze -
Czarne ostrza dachow kroja nieba tlo,
W nich okno lsni,
Tam jak i Ty
Ktos spac nie moze.
Dzis w chambre de bone bal kreslarzy,
Kazdy wytworny jest jak lord,
Nikt dnia im wspomniec sie nie wazy,
Ni pracy, praca - chamski sport.
Odbijaj flaszke, zadz nie kielznaj,
Hej, na orbite wszyscy wraz!
Bo gdy tak czlek od rana pelza,
To wieczor spedzic chce wsrod gwiazd.
I Ty tu jestes, Ty, o rekach,
Co tak gotycki maja rys,
I piekna jestes jak jutrzenka,
W swoich sukienkach z marche aux puces.
Chcialbym sie zblizyc, ukochana,
Wprost w uszko nucic Ci moj spiew,
Coz, kiedy lezysz na dwoch panach,
A miedzy nami kran i zlew.
Ktoz umie,
Tak jak Polak, mowiac - milczec, milczac - pic?
Tak szumiec,
Tak o slowo jedno zaraz w morde bic...
Ech biada,
Te gotyckie rece znow nie tam gdzie trza,
Darujcie mi
Wybite drzwi
Lbem zabojada.
Dzis w chambre de bone draka w sali,
Znowu z lokalem bedzie zle,
Coz, gdy zabojad sie napali,
To zawsze moze nadziac sie.
Co mi ich franki, ich ostrygi,
Wywiozlem z Polski com tam mial
I zawsze moge bez fatygi
Przygrzmocic temu co bym chcial.
Coz z tego, ze wybiegla za nim?
Ze mu w banioli skleja leb?
Coz, ze dla niego zdejmie stanik?
Ja mam swoj cios, on - tylko sklep.
Wiec wole zrzec sie mych karesow
I z wami moja whisky pic,
Na cale zycie bez adresu,
Ale z imieniem wlasnym byc.
Coz z tego, ze wybiegla za nim?
Kazdy urzadzic sie jest rad.
I bierze on ten towar tani,
A moj jest przeciez caly swiat!
Wiec jeszcze seta, znakomicie,
Padniemy, ale zgodzmy sie,
Ze z tylu roznych drog przez zycie,
Kazdy ma prawo wybrac zle...
Ze z tylu roznych drog przez zycie,
Kazdy ma prawo wybrac zle!
Baile dos Desenhistas
Olha, flui
Luzes coloridas sobre o Sena em corda...
No vale
Ruge a canção noturna de Paris como um grilo em coro...
Como facas -
Lâminas negras dos telhados cortam o céu ao fundo,
Nelas uma janela brilha,
Lá como você
Alguém não consegue dormir.
Hoje na chambre de bone baile dos desenhistas,
Cada um é elegante como um lord,
Ninguém se atreve a mencionar o dia,
Nem trabalho, trabalho - esporte grosseiro.
Beba a garrafa, não seja tímido,
Ei, todos juntos na órbita!
Porque quando o homem rasteja desde a manhã,
Ele quer passar a noite entre as estrelas.
E você está aqui, você, oh mãos,
Que têm um traço tão gótico,
E você é linda como a aurora,
Em seus vestidos do mercado de pulgas.
Eu gostaria de me aproximar, amada,
Sussurrar para você minha canção no ouvido,
O que fazer, quando você está deitada entre dois homens,
E entre nós, uma torneira e uma pia.
Quem sabe,
Assim como um polonês, falando - calar, calando - beber?
Assim murmurar,
Assim dar um soco na cara por uma palavra...
Eita, ai de mim,
Essas mãos góticas de novo não estão onde deveriam,
Perdoem-me
As portas quebradas
Com a cabeça de um assassino.
Hoje na chambre de bone briga na sala,
De novo com o local vai ser ruim,
O que fazer, quando o assassino se empolga,
Sempre pode acontecer algo.
Que me importam os francos deles, suas ostras,
Eu trouxe da Polônia o que tinha
E sempre posso sem esforço
Dar uma surra em quem eu quiser.
O que adianta que ela tenha corrido atrás dele?
Que ele cole a cabeça na panela?
O que adianta que ela tire o sutiã para ele?
Eu tenho meu golpe, ele - só a loja.
Então prefiro abrir mão das minhas cartas
E beber minha whisky com vocês,
Para toda a vida sem endereço,
Mas ser com meu próprio nome.
O que adianta que ela tenha corrido atrás dele?
Todo mundo se alegra em se acomodar.
E ele pega essa mercadoria barata,
Mas meu é, afinal, o mundo todo!
Então mais uma dose, excelente,
Cairíamos, mas vamos concordar,
Que de tantas estradas pela vida,
Cada um tem o direito de escolher mal...
Que de tantas estradas pela vida,
Cada um tem o direito de escolher mal!