Shaba Uta
shinda gyokushoku shoumikigen kire mata sutaterareru
ushinakushita hikari to mukishitsu naku dara nai maichi no naka de
koko ni iru boku wa koko ni iru
itaku nakisakenda koe, yozora ni kieta
hikari no todokanai soko de hizumu kuro
hitokiri de iki o fukikonda shabon
FUAFUA to oyoide [chirichiri] sanzan to kiete yuku
utakoe wa, iki o fukikomu tsuzuketa
dekiru dake toku e ano takami made
kotodama wa [chirichiri] sanzan chiri shabon to tomo ni kudaketa
kudake chiru shabon ano takami made
todoku yo ni ikusen no kotodama o kometa
maemuki ni utatta ano uta o ushinaku shita
mata utatte mo kiechimau no ga kowai
doko made mo takasugiru kono kabe ni tsume o tate
utai kizamu itamu omoi yo todoke
bagareta tsume ni hizumu kuro
shabon ni kometa kotodamatachi ga
[chirichiri] sanzan chiri todoku made utai tsuzukeru
Shaba Uta
morrendo de fome, o tempo de vida se esgota, mais uma vez sou deixado de lado
perdi a luz e, sem querer, não consigo me soltar no meio da rua
aqui estou, eu estou aqui
minha voz que queria gritar, desapareceu no céu da noite
no fundo onde a luz não chega, um preto se agacha
respirando fundo, soltando fumaça
FLUTUANDO e se espalhando, [sussurrando] desaparecendo aos poucos
minha voz de canto continua a se misturar
até onde eu puder, até aquele alto
as palavras se espalham [sussurrando] e se desfazem junto com a fumaça
a fumaça se despedaça até aquele alto
para que chegue, coloco mil palavras
aquela canção que cantei de frente, eu perdi
é assustador saber que, mesmo se eu cantar de novo, vai desaparecer
até onde essa parede é alta demais, eu coloco as garras
que a dor que eu sinto ao cantar chegue
um preto se agacha nas garras quebradas
as palavras que coloquei na fumaça
continuarei a cantar até que [sussurrando] se espalhem e cheguem.