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Vindo de Lavapiés

La Cabra Mecánica

Vengo de Lavapiés

No quiero hablar de la guerra
no quiero hablar por hablar
si no me sobra entrepierna
para morder y ladrar.
No quiero un pedazo de tierra
ni hacer del mundo mi hogar
no busco dejar mi huella
me basta con caminar.

Vengo, vengo, vengo de Lavapiés
donde la caña no crece.
Vengo, vengo, vengo de Lavapiés
de donde nunca amanece.

Comienza a brillar tu ausencia
es hora de despertar
me cuesta vivir del aire
casi más que trabajar.
Prohibida esencia moruna
se pega como el alquitrán
mis pies ansiosos de luna
jartitos de tanto saltar.

Acuéstate, antes de que despierte y finge
que no sé, que ya no te mueve mi aire ¡veleta!
Buscaré, caminos a un arcoiris de menta
te daré, un piano detallado pa que no te pierdas.

Vindo de Lavapiés

Não quero falar da guerra
não quero falar só por falar
se não me sobra entreperna
pra morder e latir.
Não quero um pedaço de terra
nem fazer do mundo meu lar
não busco deixar minha marca
me basta só caminhar.

Vindo, vindo, vindo de Lavapiés
donde a cana não cresce.
Vindo, vindo, vindo de Lavapiés
de onde nunca amanhece.

Começa a brilhar sua ausência
e é hora de despertar
me custa viver do ar
quase mais que trabalhar.
Essência moruna proibida
gruda como o alcatrão
meus pés ansiosos de lua
cansados de tanto pular.

Deita, antes que eu acorde e finge
que não sei, que já não te move meu ar, ventania!
Vou buscar, caminhos pra um arco-íris de menta
te darei, um piano detalhado pra você não se perder.

Composição: