Drip Pop
últimamente he dejado de ver los telediarios,
total pa qué si ya me los sé.
Descerebrado, resabiado,
colgado del hilo suelto del bolsillo remendado,
soy tan facilito que me vas a perder,
mira que ya nos conocemos bien.
Casi tan bien como conozco
el número exacto de cagadas
de mosca en la bombilla,
en mis noches de vigilia,
o el sabor de tus labios,
los de arriba y los de abajo,
aunque mil veces cambie mi nombre
o las paredes se disfracen de horizonte.
Y entre lo que aún no sé y lo que no quiero saber,
hay un espacio que he dejado vacío,
pa que guardes tus cosas si te vienes conmigo.
Y aunque te enredes el pelo durmiendo con los viajeros,
como cantaba Charly García,
tomando té de peperina.
Me he acostumbrado a que te soben los gorilas,
a no pagar las copas, a coleccionar días,
a hacer por hacer; total pa qué, si ya me lo sé.
mira que ya nos conocemos bien.
Casi tan bien como conozco
el número exacto de cagadas
de mosca en la bombilla,
en mis noches de vigilia,
o el sabor de tus labios,
los de arriba y los de abajo,
aunque mil veces cambie mi nombre
o las paredes se disfracen de horizonte.
Y entre lo que aún no sé y lo que no quiero saber,
hay un espacio que he dejado vacío,
pa que guardes tus cosas si te vienes conmigo.
Na, na, na, na, na, na, na, na, na, na…
Pop do Drip
ultimamente parei de assistir os noticiários,
no fim das contas, pra quê se já sei tudo?
Cabeça vazia, desgastado,
pendurado no fio solto do bolso remendado,
sou tão fácil que você vai me perder,
veja que já nos conhecemos bem.
Quase tão bem quanto conheço
o número exato de merdas
de mosca na lâmpada,
nas minhas noites de vigília,
ou o sabor dos seus lábios,
os de cima e os de baixo,
mesmo que mil vezes mude meu nome
o as paredes se disfarcem de horizonte.
E entre o que ainda não sei e o que não quero saber,
há um espaço que deixei vazio,
para você guardar suas coisas se vier comigo.
E mesmo que você embole o cabelo dormindo com os viajantes,
como cantava Charly García,
tomando chá de peperina.
Me acostumei a ver os gorilas te apalpando,
a não pagar as bebidas, a colecionar dias,
a fazer por fazer; no fim das contas, pra quê, se já sei tudo?
veja que já nos conhecemos bem.
Quase tão bem quanto conheço
o número exato de merdas
de mosca na lâmpada,
nas minhas noites de vigília,
ou o sabor dos seus lábios,
os de cima e os de baixo,
mesmo que mil vezes mude meu nome
o as paredes se disfarcem de horizonte.
E entre o que ainda não sei e o que não quero saber,
há um espaço que deixei vazio,
para você guardar suas coisas se vier comigo.
Na, na, na, na, na, na, na, na, na, na…