Ni Jaulas, Ni Peceras
Buscan muchas cosas, por ejemplo
Buscan encontrar lo que buscan
Esperando en el barrio de San Fermín
El carro de la revolución
Y no pasa ni la kunda.
Parece que callan
En idiomas bien distintos
'Cucha canalla chulo
Sin dramatismo
Que estamos hablando de lo mismo.
Ni peces gordos, ni peces chicos
De esos que viven calentitos
En el vientre del tiburón
La gallineta ha dit que prou
Gavilán o paloma, aguilucho o aguilón
Ni jaulas ni peceras
Cada noche la última
Cada mañana la primera
Y nuestra sábana
Almidón de pasión, mi bandera.
Ni jaulas ni peceras
Aparta Marcelino
Soy el puto Joselito El Ruiseñor
Ni jaulas ni peceras
Que he tocado fondo
Con el capitán Cousteau.
Ahora que se
Que el infierno no tiene fondo
Ni el cielo techo
Me jarto a reír enmimismado en mi mismo
Larga vida a satán
Hoy estoy como Cristo.
Andrés Calamaro
Siempre ensaya con la puerta abierta
Y ni por esas consigue
Que no se le cuelen los ladrones
No te pido que te alegres por mi
Me conformo
Con que no te toque los cojones.
No soy un ángel, no soy un demonio
Que más quisiera yo
Pero sé que mi asesino
No me mirará a los ojos
Tampoco yo pediré compasión
Hay gente que te quiere
Hay gente que te mata
Hay gente pa'tó.
Hay que cuidarse
Y comer algo más de verdura
Ni partirse la camisa
Ni rasgar las vestiduras
Ya no busco una respuesta
Me repita la pregunta.
Nem Gaiolas, Nem Aquários
Buscam muitas coisas, por exemplo
Buscam encontrar o que procuram
Esperando no bairro de San Fermín
O carro da revolução
E não passa nem a kunda.
Parece que se calam
Em idiomas bem distintos
'Escuta, canalha, bonito
Sem dramatismo
Que estamos falando da mesma coisa.
Nem peixes grandes, nem peixes pequenos
Desses que vivem quentinhos
No ventre do tubarão
A galinhota já disse que chega
Gavião ou pomba, gavião ou águia
Nem gaiolas, nem aquários
Cada noite a última
Cada manhã a primeira
E nosso lençol
Amido de paixão, minha bandeira.
Nem gaiolas, nem aquários
Afasta, Marcelino
Sou o puto Joselito, O Rouxinol
Nem gaiolas, nem aquários
Que eu atingi o fundo
Com o capitão Cousteau.
Agora que sei
Que o inferno não tem fundo
Nem o céu teto
Me acabo rindo, imerso em mim mesmo
Longa vida a satanás
Hoje estou como Cristo.
Andrés Calamaro
Sempre ensaia com a porta aberta
E nem assim consegue
Que não entrem os ladrões
Não te peço que fiques feliz por mim
Me conformo
Com que não te incomode.
Não sou um anjo, não sou um demônio
Que mais eu queria
Mas sei que meu assassino
Não vai me olhar nos olhos
Tampouco eu pedirei compaixão
Tem gente que te ama
Tem gente que te mata
Tem gente pra tudo.
Tem que se cuidar
E comer um pouco mais de verdura
Nem rasgar a camisa
Nem rasgar as vestes
Já não busco uma resposta
Me repita a pergunta.