Sombras del Pasado
Sombras del pasado cubren de espesa niebla
Los restos de la inocencia de la triste ingenuidad
Recuerdos de un ayer eclipsan la realidad
Sombras que dijeron pertenecer
a la cofradía del puñal
Como pez de plomo que intenta
no acabar fosilizado en la derrota en turbias aguas
Dejar el mundo de lo perdido,
el reino de la sinrazón
Donde quien más dio
fue quien menos recibiera
Que la sabiduría llegue a tiempo
de ser aplicada y conseguir abrir
los ojos del ciego topo
Encontrar el cauce de la vida
entre el olor de las blancas camelias
lejos de lo que fuera un barco sin rumbo
Lucharé por no acabar
vencido en turbias aguas
Buscaré sin demorar la tranquilidad
Pediré vivir sin más en esta austera jungla
Gritaré camino al mar si tu allí no estás
Y tendré que irte a buscar
al rincón de los sueños
Donde contagiarte de mi locura
Dejaré de caminar entre ascuas y espinas
Llegaré aunque tarde y mal a la tranquilidad
Sombras do Passado
Sombras do passado cobrem de densa neblina
Os restos da inocência da triste ingenuidade
Lembranças de um ontem eclipsam a realidade
Sombras que disseram pertencer
à irmandade da adaga
Como um peixe de chumbo que tenta
não acabar fossilizado na derrota em águas turvas
Deixar o mundo do que se perdeu,
o reino da irracionalidade
Onde quem mais deu
foi quem menos recebeu
Que a sabedoria chegue a tempo
para ser aplicada e conseguir abrir
os olhos do cego toupeira
Encontrar o leito da vida
entre o cheiro das brancas camélias
longe do que foi um barco sem rumo
Lutarei para não acabar
vencido em águas turvas
Buscarei sem demora a tranquilidade
Pedirei para viver sem mais nesta selva austera
Gritarei caminho ao mar se você não estiver lá
E terei que ir te buscar
no canto dos sonhos
Onde contagiar-te com minha loucura
Deixarei de caminhar entre brasas e espinhos
Chegarei, mesmo que tarde e mal, à tranquilidade
Composição: Salva Contreras