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Todas as Suas Amigas

La Casa Azul

Todas Tus Amigas

Todas tus amigas son tan lindas
Son tan frágiles, tan dúctiles, tan frías
Ellas se entretienen presumiendo
Analizan y ejercitan movimientos
Para desplazarse sin apenas rozamiento
Todas tus amigas se dan cita hoy en el bar, ¿quién da más?

Una te conmueve cuando grita
Porque suena una de Steve en la pista
Otra se congela sin remedio
Porque el Gibson tiene demasiado hielo
Las demás planean por el aire, se sostienen a un milímetro del suelo
Todas tus amigas se dan cita hoy en el bar
(siempre supe que algo no encajaba)

No!
Ya no pueden disimular, ya no pueden tener el sol
Ellas sufren mucho más que tú y te engañan
No les quedan artimañas
Las pillaste en un desliz y ahora ya

No!
No te pueden impresionar, se acabó la interpretación
Ellas pierden la razón mientras se apagan
Se consumirán mañana por la mañana

Todas tus amigas son tan lindas
Son tan ágiles, tan pálidas, tan niñas
Ellas son volátiles como pluma al viento
Son precisas siempre atentas al momento
Son monocromáticas y aberrantemente dulces
Casi nunca se separan y es que
Todas tus amigas se dan cita hoy en el bar
(siempre supe que algo no encajaba)

No!
Ya no pueden disimular, ya no pueden tener el sol
Ellas sufren mucho más que tú y te engañan
No les quedan artimañas
Las pillaste en un desliz y ahora ya

No!
No te pueden impresionar, se acabó la interpretación
Ellas pierden la razón mientras se apagan
Se suicidarán mañana por la mañana

Y detienen el tiempo
Y se olvidan de respirar
Se convierten en viento
Y languidecen y se escapan

Y permanecen bonitas
Mientras empiezan a agonizar
Son bellas equilibristas
Que se abandonan y se lanzan

Al vacío, tienen alas
Sobrevuelan las ciudades y montañas
Y se expanden y se explayan
Siempre supe que algo no encajaba

Todas as Suas Amigas

Todas as suas amigas são tão lindas
São tão frágeis, tão maleáveis, tão frias
Elas se distraem se exibindo
Analisam e exercitam movimentos
Para se moverem sem quase tocar
Todas as suas amigas se encontram hoje no bar, quem dá mais?

Uma te toca quando grita
Porque toca uma do Steve na pista
Outra congela sem jeito
Porque o Gibson tem gelo demais
As outras flutuam no ar, se sustentam a um milímetro do chão
Todas as suas amigas se encontram hoje no bar
(sempre soube que algo não se encaixava)

Não!
Elas não conseguem mais disfarçar, não conseguem mais ter o sol
Elas sofrem muito mais que você e te enganam
Não têm mais truques
Você as pegou em um deslize e agora já

Não!
Não podem te impressionar, acabou a interpretação
Elas perdem a razão enquanto se apagam
Vão se consumir amanhã de manhã

Todas as suas amigas são tão lindas
São tão ágeis, tão pálidas, tão meninas
Elas são voláteis como pena ao vento
São precisas, sempre atentas ao momento
São monocromáticas e absurdamente doces
Quase nunca se separam e é que
Todas as suas amigas se encontram hoje no bar
(sempre soube que algo não se encaixava)

Não!
Elas não conseguem mais disfarçar, não conseguem mais ter o sol
Elas sofrem muito mais que você e te enganam
Não têm mais truques
Você as pegou em um deslize e agora já

Não!
Não podem te impressionar, acabou a interpretação
Elas perdem a razão enquanto se apagam
Vão se suicidar amanhã de manhã

E param o tempo
E se esquecem de respirar
Se tornam vento
E murcham e escapam

E permanecem bonitas
Enquanto começam a agonizar
São belas equilibristas
Que se abandonam e se lançam

No vazio, têm asas
Sobrevoam as cidades e montanhas
E se expandem e se espalham
Sempre soube que algo não se encaixava

Composição: Guille Milkyway