Soy un triste humorista (Popurrit)
¿Así? Pos mira
Soy un triste humorista
Y salta a la vista
En la cara se me nota tot
O casi tot
Y como habrán comprobado
Me he cabreado
Con lo que aquí he visto yo
Guachisnay
Oju
Arrecio, bastinazo
Cascarria
Siguato, cajonazo
Engurrumio, clavazo
Pamplisa y cambaya
Teskiya, aji
Guarrindongui
Curripato, grabiel
Pejiguera, carajazo
Hechuras, ardazo
Chumina, guatine
Canvenvo
Chufla, alinkindoy
Joio, quisquitoski
Josifa, jibia, orgue
Saltinvanqui, ajola
Cago en deu
Y después se quejáis del catalá
Esta la canto en catalá
Talla la silaba final
Per demostrar que es molt fácil
Mejor la canto en gaditano
Pa demostrar que me he empapao
De tu cultura y de tu ciencia
Tos los días viendo YouTube
Entrevistas y carnavales
Pa aprender a poner la cara
Igual que Martínez Ares
Me he apuntao pa ser pertiguero en la palma
Ma comprao un topolino
En la calle ancha
Y me he meao en las aguas
De toitas tus playas
Lo que si los andaluces
Teneis mucha cara
Y mu poca empatía
Con el coraje que da
Siendo un sieso catalán
Que venga un nota y te diga
Illo hermano
Tienes una calaíta ahí para mi
Como yo lo mamo
Como yo lo mamo
Olvídate
Olvídate
No lo puedo pasar
No lo puedo pasar
No puedo porque
Porque no carajo
Que me dejes ya
Tengo
Tengo la camisa negra
Porque negra es toa mi ropa
Pues más negro esta este año
El pase a cuarto en chirigotas
Que le gusta un tiroteo
A un chiquillo de Wisconsin
Pólvora
Observando el mapamundi
Cádiz es mu
Tichiquito
Tan fina como alargada
Cádiz es la picha un mosquito
El cerebro de un torero
O del que ve Gran Hermano
Y tos sus metros cuadrados
Son pa los
Madrileños, alemanes
Catalanes, los chinos
El Gago, el Portilla
Y los sevillanos
Como una ola
Venga vais al carajo
Si veis una ola
Yo me tiraba de cabeza
De un décimo pabajo
Y tos los viejos
Haciendo murallita
En la orillita
Se salvarán
Casi tos los gaditanos
Si están afuera cuyones
Po claro
Y Cádiz podrá ser repoblado
A ver si viene pronto una ola
Ya me voy pa la Rambla
Ya te diu adeu
Aunque si tu prefieres
Alquilo un piso en Abreu
Si no ya estoy feliz
Aunque no se me note
Perque este era mi sueño
Ver a la Caro con bigote
Llego el adiós
Y tendré que despedir
Pa después volver a mirur
Y me manden al cajón
Ya disfruté
Todo esto que estoy viviendo
Antes de que sea un recuerdo
Porque se nos marcha el tiempo
Y no sé si volveré
La minuciosa comparativa
Del carnaval
Con la propia vida
Que, a fin de cuentas
No te das cuenta
Que es tan eterna como fugaz
Y acabando su compas
Es cuando somos conscientes
Que todo tiene un final
Me despido de esta tierra
Con el alma en pena
De sentir a un pueblo
Inmerso en su condena
Sometido a tanta mafia
Y de ver como no hacen nada
Para su rumbo cambiar
Mientras el ignorante no se revela
Y sigue cantando
A lo seguro el estudiante
Que se subleva
Con sus maletas
Busca un futuro
Dejando atrás todas las fronteras
De aquella patria
Que prefirió callar
Mucho antes que actuar
Preso de la impotencia de ver
Una sociedad que apesta
Faltan valores
Faltan cojones
Falta empatía
Y falta decencia
Falta más humanidad
Para un mundo mejor
Mientras tanto solo queda
Combatir
Nuestras tragedias
Con la palabra
Y el humor
Ríe
Aunque no sea conmigo
Ríete de todo en la vida
Y canta
Rodéate de amigos
Y seres queridos
Perdona y avanza
Que no hay otra forma
De estar en paz
Y ser feliz
Jamás te olvides de todo
Cuando esto se acabe
No te arrepientas
De ver la vida pasar
Vive
Tu que aun estas vivo
Aprovecha cada segundo
Y ama
Enséñales a tus hijos
Que no hay barreras
Ni miedo a nada
Y si un día la pena
Hace que lo veas
Todo tan negro a tu alrededor
No olvides que aquí el color
Se lleva
En el interior
No olvides que aquí el color
Se lleva
En el in
Si tuviera que elegir
Un lugar donde morir
Para ser feliz
Al menos
Mi último día
Esa es la tierra
De la alegría
Sou um triste humorista (Popurrit)
É assim? Olha só
Sou um triste humorista
E salta aos olhos
Na cara dá pra notar tudo
Ou quase tudo
E como vocês devem ter percebido
Eu fiquei puto
Com o que eu vi aqui
Guachisnay
Oju
Arrecio, bastinazo
Cascarria
Siguato, cajonazo
Engurrumio, clavazo
Pamplisa e cambaya
Teskiya, aji
Guarrindongui
Curripato, grabiel
Pejiguera, carajazo
Hechuras, ardazo
Chumina, guatine
Canvenvo
Chufla, alinkindoy
Joio, quisquitoski
Josifa, jibia, orgue
Saltinvanqui, ajola
Cago em Deus
E depois vocês reclamam do catalão
Essa eu canto em catalão
Corta a sílaba final
Pra mostrar que é muito fácil
Melhor eu canto em gaditano
Pra mostrar que eu me empapei
Da sua cultura e da sua ciência
Todo dia vendo YouTube
Entrevistas e carnavais
Pra aprender a fazer a cara
Igual ao Martínez Ares
Me inscrevi pra ser pertiguero na palma
Comprei um topolino
Na rua larga
E eu me mijei nas águas
De todas as suas praias
O que acontece é que os andaluzes
Têm muita cara
E pouca empatia
Com a coragem que dá
Sendo um sieso catalão
Que vem um cara e te diz
Irmão
Tem uma calaíta aí pra mim
Como eu gosto
Como eu gosto
Esquece
Esquece
Não consigo passar
Não consigo passar
Não posso porque
Porque não caralho
Me deixa em paz
Eu tenho
Eu tenho a camisa preta
Porque preta é toda a minha roupa
Pois mais preto tá esse ano
O passe pra quarto em chirigotas
Que gosta de um tiroteio
Um garoto de Wisconsin
Pólvora
Observando o mapamundi
Cádiz é muito
Tichiquito
Tão fina quanto alongada
Cádiz é a pica de um mosquito
O cérebro de um toureiro
Ou do que vê Gran Hermano
E todos os seus metros quadrados
São pra os
Madrilenhos, alemães
Catalães, os chineses
O Gago, o Portilla
E os sevillanos
Como uma onda
Vão se danar
Se vocês verem uma onda
Eu me jogaria de cabeça
De um décimo pra baixo
E todos os velhos
Fazendo murallita
Na beirinha
Vão se salvar
Quase todos os gaditanos
Se estão fora, seus otários
Pois claro
E Cádiz pode ser repovoado
Vamos ver se vem logo uma onda
Já tô indo pra Rambla
Já te disse adeus
Embora se você preferir
Alugo um apartamento em Abreu
Se não, já tô feliz
Embora não pareça
Porque esse era meu sonho
Ver a Caro com bigode
Chegou a hora de dizer adeus
E vou ter que me despedir
Pra depois voltar a olhar
E me mandarem pro caixão
Já aproveitei
Tudo isso que estou vivendo
Antes que vire uma lembrança
Porque o tempo tá passando
E não sei se voltarei
A minuciosa comparação
Do carnaval
Com a própria vida
Que, no fim das contas
Você não percebe
Que é tão eterna quanto fugaz
E acabando seu compasso
É quando somos conscientes
Que tudo tem um final
Me despeço dessa terra
Com a alma em pena
De sentir um povo
Imerso em sua condena
Submetido a tanta máfia
E ver como não fazem nada
Pra mudar seu rumo
Enquanto o ignorante não se revela
E continua cantando
O estudante seguro
Que se levanta
Com suas malas
Busca um futuro
Deixando pra trás todas as fronteiras
Daquele país
Que preferiu calar
Muito antes de agir
Prisioneiro da impotência de ver
Uma sociedade que fede
Faltam valores
Faltam coragem
Falta empatia
E falta decência
Falta mais humanidade
Pra um mundo melhor
Enquanto isso só resta
Combater
Nossas tragédias
Com a palavra
E o humor
Ria
Embora não seja comigo
Ria de tudo na vida
E cante
Cerque-se de amigos
E seres queridos
Perdoe e avance
Que não há outra forma
De estar em paz
E ser feliz
Jamais se esqueça de tudo
Quando isso acabar
Não se arrependa
De ver a vida passar
Viva
Você que ainda está vivo
Aproveite cada segundo
E ame
Ensine a seus filhos
Que não há barreiras
Nem medo de nada
E se um dia a dor
Fizer você ver
Tudo tão negro ao seu redor
Não esqueça que aqui a cor
Se leva
Por dentro
Não esqueça que aqui a cor
Se leva
Por dentro
Se eu tivesse que escolher
Um lugar onde morrer
Pra ser feliz
Pelo menos
Meu último dia
Essa é a terra
Da alegria
Composição: Alejandro Pérez Sánchez