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Um ano sofrendo em meu corpo (Pasodoble)

La Chirigota de Carlos Pérez

Un año llevo en mis carnes sufriendo (Pasodoble)

Un año llevo en mis carnes sufriendo
Con un nieto que yo tengo
Ya no viene a casa a verme

Yo lo que tenga en sus padres no entro
Pero tengo miedo y siento
Que pronto voy a perderle

¡Qué culpa tengo yo de toa la mierda!
¿Que dirá el uno del otro?
Y lo que haya podío pasar

Que asomo dos alma en pena
Sus abuelos que aquí esperan
El abrazo que no llega y que ya no aguanta más

Malas puñalás me den, malas puñalás me den
Todavía me pregunto porque mi hijo que es sangre mía
Malas puñalás me den, malas puñalás me den
No lo trae un día pa verlo aunque sea a escondía

Yo jamás comprenderé, yo jamás comprenderé
Que utilicen a los hijos
Pa clavar en un crucifijo a esas abuelas guerreras

Y ahora cuéntale a mi nieto y aclárale ese desconcierto
Y dile que todavía no ha muerto pero parece que lo estuviera
Ahora que tengo cariño para darle puedo tenerlo siempre a mi vera
¡Seguro que viene a verme cuando me muera, me muera, me muera!

Um ano sofrendo em meu corpo (Pasodoble)

Um ano estou aqui sofrendo
Com um neto que eu tenho
Ele não vem mais me ver em casa

O que rola entre os pais dele não é da minha conta
Mas eu tenho medo e sinto
Que logo vou perdê-lo

Que culpa eu tenho de toda essa merda!
O que um vai dizer do outro?
E o que pode ter acontecido

Que aparecem duas almas penadas
Seus avós que aqui esperam
O abraço que não chega e que já não aguenta mais

Me deem facadas ruins, me deem facadas ruins
Ainda me pergunto por que meu filho, que é da minha sangue
Me deem facadas ruins, me deem facadas ruins
Ele não traz um dia pra eu ver, mesmo que seja escondido

Eu nunca vou entender, eu nunca vou entender
Que usem os filhos
Pra cravar em um crucifixo essas avós guerreiras

E agora conta pro meu neto e esclarece esse desconcerto
E diz a ele que ainda não morreu, mas parece que sim
Agora que eu tenho carinho pra dar, posso tê-lo sempre ao meu lado
Com certeza ele vem me ver quando eu morrer, eu morrer, eu morrer!

Composição: Iván Romero Castellón, Carlos Pérez Pérez