395px

Mais uma vez é fevereiro (Apresentação)

La Comparsa de Martínez Ares

Otra vez es febrero (Presentación)

Otra vez es febrero
Ya se hizo el milagro
La madre del cordero
Me acogió en su rebaño
Ay, amor, me he hecho viejo
¡Cómo pasan los años!

Y fiel a tu cita
Para otra batallita
Vengo vestío de gala
Mi sombrero apuntalao
Mi guerrera republicana
Que el presente y el futuro
Lleva la señal del yugo
Del fascismo puro y duro
¡Y hay que gritarle a la cara!

¡Dispara!
No tengo miedo, dispara
Antes muerto que callao
Tengo muchos tiros daos
Que han fallao

¡Dispara!
Que aún me quedan seis vidas
Para un acordé de guitarra
No hay arma más poderosa
Que la palabra

A ti confío mis pasos
Mi querido compañero
Que me espera la Tacita, mi reina bonita
¡Lo que más quiero!

Carnaval de un pueblo hambriento
Que renace y enloquece
En cuanto sale la Luna
Disfrazá con coloretes
Que en vino moja sus penas
Pa llegar a los altares
Y echa sal a sus herías
Reconquistando las calles

Carnaval que no enmudece
Ni obedece ni respeta
Solo el grito de sus hijos
¡Ay, ay, de sus poetas!
Abrid las Puertas de Tierra
Y redime mis dolores
¡Cái de mis amores!

¡Rompe, rompe, mi corazón!
Marinera, hunde el cuchillo
Y que el filo del platillo
Haga despertar mi sangre

¡Rompe, rompe, niña, este corazón!
Que no sé cuánto me queda
Pa volver a enamorarte

Otra vez llegó febrero
Otra vez se hizo el milagro
Hoy regresa este cordero
Al calor de su rebaño
¡Ay, cómo pasan los años!

Aquí estoy, fiel a tu cita
Hoy vuelvo para la batalla
Mi sombrero apuntalao
Mi canción republicana
Gaditana, gaditana

Una luz entre tinieblas
Patria de la libertad
¡Dale una lección al mundo!
Al mundo
Una lección de humanidad
¡Por Carnaval!

Mais uma vez é fevereiro (Apresentação)

Mais uma vez é fevereiro
Já se fez o milagre
A mãe do cordeiro
Me acolheu no seu rebanho
Ai, amor, eu tô ficando velho
Como os anos passam!

E fiel ao seu chamado
Pra mais uma batalha
Vim vestido de gala
Meu chapéu bem posicionado
Minha guerreira republicana
Que o presente e o futuro
Carregam a marca do jugo
Do fascismo puro e duro
E é pra gritar na cara!

Atira!
Não tenho medo, atira
Antes morto que calado
Já levei muitos tiros
Que erraram

Atira!
Que ainda me restam seis vidas
Pra um acorde de guitarra
Não há arma mais poderosa
Que a palavra

A ti confio meus passos
Meu querido companheiro
Que a Tacita me espera, minha rainha linda
O que eu mais quero!

Carnaval de um povo faminto
Que renasce e enlouquece
Assim que a Lua aparece
Disfarçada com blush
Que no vinho afoga suas mágoas
Pra chegar aos altares
E joga sal nas feridas
Reconquistando as ruas

Carnaval que não se cala
Nem obedece, nem respeita
Só o grito de seus filhos
Ai, ai, de seus poetas!
Abram as Portas da Terra
E redimam minhas dores
Caia de meus amores!

Rompe, rompe, meu coração!
Marinheira, enfia a faca
E que a lâmina do prato
Desperte meu sangue

Rompe, rompe, menina, este coração!
Que não sei quanto me resta
Pra voltar a te apaixonar

Mais uma vez chegou fevereiro
Mais uma vez se fez o milagre
Hoje retorna este cordeiro
Ao calor do seu rebanho
Ai, como os anos passam!

Aqui estou, fiel ao seu chamado
Hoje volto pra batalha
Meu chapéu bem posicionado
Minha canção republicana
Gaditana, gaditana

Uma luz entre trevas
Pátria da liberdade
Dê uma lição ao mundo!
Ao mundo
Uma lição de humanidade
Por Carnaval!

Composição: Antonio Martinez Ares