Viejo como estas arenas (Pasodoble)
Viejo como estas arenas
Que visten de crema tu trazo divino
Viejo como los colores
De todos los soles que aquí han sucumbido
Viejo como una torreta
Viendo su moneda preñá de un botín
Viejo como la calima
Humillando los andares
Como las arrugas de las pieles de tus calles
Viejo como las palabras
Nacidas de los buches de mis labios
Tan viejo como un Dios hecho de arcilla
Pa viejos como yo, que son humanos y paganos
Soy más viejo que las puertas de los vientos
Que el corazón de Occidente
Que los huesos de tus huesos
Y viejo como el quejío
De una fragua gitana a pie de orilla
Igual de viejo que este carnaval
Que se me va a paso horqui
A paso horquilla
Mismito que los cañones
Fanfarroneando de esquina en esquina
Y ahora, vieja amiga, tú y yo
Vamos a echar al fuego este viejo amor
¡Y que revienten
Los que pensaron que el rebelde había muerto!
¡Ay Cái, compañerita, dame tu mano!
Los dos juntitos chocheando
Besándonos como dos locos a la luz de la Luna
Por más que esta loca cabeza
Me robe pasión y fuerza
Pa los restos de mi vía
Ya no me quedo otro año
Sin cantarte, vida mía
Velho como essas areias (Pasodoble)
Velho como essas areias
Que vestem de creme seu traço divino
Velho como as cores
De todos os sóis que aqui já sucumbiram
Velho como uma torreta
Vendo sua moeda cheia de um botim
Velho como a bruma
Humilhando os passos
Como as rugas das peles das suas ruas
Velho como as palavras
Nascidas dos meus lábios
Tão velho quanto um Deus feito de argila
Pra velhos como eu, que são humanos e pagãos
Sou mais velho que as portas dos ventos
Que o coração do Ocidente
Que os ossos dos seus ossos
E velho como o lamento
De uma forja cigana à beira-mar
Igual de velho que este carnaval
Que vai embora a passo de dança
A passo de dança
Do mesmo jeito que os canhões
Fanfarroneando de esquina em esquina
E agora, velha amiga, você e eu
Vamos jogar no fogo este velho amor
E que estoure
Os que pensaram que o rebelde tinha morrido!
Ai Cái, companheirinha, me dá sua mão!
Nós dois juntinhos, viajando
Nos beijando como dois malucos à luz da Lua
Por mais que essa cabeça doida
Me roube paixão e força
Pra os restos da minha vida
Já não fico mais um ano
Sem te cantar, minha vida