No soy una mujer cualquiera (Pasodoble)
No soy una mujer cualquiera
Aunque parezca muy corriente
A veces soy madre soltera
Y a ratos soy la cajera
Del super que está ahí en frente
No soy una mujer cualquiera
Porque soporto maremotos
Yo soy tambien la jornalera
Que sabe a cabañuela
Y el tiempo lo vuelve loco
Yo soy la barrendera de tu barrio
Y limpio lo que tenga que limpiar
Cosiendo mi uniforme proletario
Por dos duros de salario
Y con mucha dignidad
Yo soy una beata los domingos
Que canta porque no sabe rezar
La mujer que te da la mano
Mientras que te pone un gotero
La chiquilla que te acompaña
Que te rapa y te deja calva
Cuando nadie te da consuelo
La mujer que no tiene miedo
A ponerse ningún pañuelo
La que lleva aquí clavaito
A un lucero que está en el cielo
Ay
La hija corriente
De un pobre valiente
Que pide una beca
La niña que sueña
Y ayuda a su madre
Limpiando escaleras
Heredera de la fuerza y del aguante
Y con sus mares
Disfrazados de alegría
Se perfila bien sus labios
Y amanece el día a día
Por eso no soy cualquier
Soy mujer de lucha obrera
Que yo soy Andalucía
Não sou uma mulher qualquer (Pasodoble)
Não sou uma mulher qualquer
Embora pareça bem comum
Às vezes sou mãe solteira
E de vez em quando sou a caixa
Do mercado que tá bem na frente
Não sou uma mulher qualquer
Porque aguento tempestades
Eu sou também a trabalhadora
Que entende de cabañuela
E o tempo a deixa doida
Eu sou a gari do seu bairro
E limpo o que tiver que limpar
Costurando meu uniforme proletário
Por dois trocados de salário
E com muita dignidade
Eu sou uma beata aos domingos
Que canta porque não sabe rezar
A mulher que te estende a mão
Enquanto te coloca um soro
A menina que te acompanha
Que te raspa e te deixa careca
Quando ninguém te dá consolo
A mulher que não tem medo
De usar qualquer lenço
A que carrega aqui fincado
Um brilho que tá no céu
Ai
A filha comum
De um pobre valente
Que pede uma bolsa
A menina que sonha
E ajuda a mãe
Limpando escadas
Herança da força e da resistência
E com seus mares
Disfarçados de alegria
Se pinta bem os lábios
E amanhece dia após dia
Por isso não sou qualquer uma
Sou mulher de luta operária
Porque eu sou a Andaluzia
Composição: Beatriz Aragón Rodríguez, Eder Rey Prada, José María Barranco Cabrera