El Gaditano Ya Desde La Cuna (popurrit)
El gaditano ya desde la cuna
Para tortura de sus quebrantos
En vez de un pan como
El resto de los niños
Lleva
La pala debajo del brazo
Y un
Rosario colgao del cuello
Para rezar por sus herederos
La copla clava en el alma
Que desangra desde su garganta
Por este
Cádiz maldito rincón
Que me tiene preso
Cádiz bendito tu amor
Aunque esté en los huesos
Que una mañana que vaticinaba
Me encontré proscrito
De mis propios sueños
En una tierra sin curro
Sin casa
Sin pasión
Sin alma
Tradición ni acento
Sin más industria
Que el blanco infinito
De sus arenas
Que una canción de carnavales
Y unas caballas caleteras
Sin más gobiernos
Que el de un nazareno
Ahogando penas
Sin más vergüenza ni cojones
Que el del silencio en las aceras
Por este
Cádiz maldito rincón
Que me tiene preso
Cádiz bendito tu amor
Aunque esté en los huesos
Y si Cádiz esta enterrándose
En su propio suelo
Es porque esta infestada
De pájaros de mal agüero
Esos mismos que sin leyes
Sin normas ni tramas
Levantan mausoleos
A costa de nuestra desgracia
Oradones gobernantes
Que prometen ayudar
Hasta que sus posaderas
Llegan hasta el nido
Buitres especuladores
Que amasando sin piedad
Hacen que mis gorriones
Marchen al exilio
Empresarios carroñeros
Que se nutren
De la dócil servidumbre
A la que nos tienen sometidos
Gaditanos escondidos
Cual lúgubres lechuzas
Que rajan desde el árbol
Y rehúsan la lucha
Búhos
Que viven dormidos
Presentan cautivos
Migajas de pan
Negros cuervos
Picando a mi pueblo
Dejando en los huesos
Nuestra dignidad
Pero Cádiz esta enterrándose
En su propio suelo
Es porque esta infestada
De pájaros de mal agüero
Pero Cai tan solo es un fiel reflejo
De este oscuro mundo y su enfermedad
En los que se entierran los sentimientos
Pa librarnos de lo ajeno
Y evadir la realidad
Y vamos poniendo tierra de por medio
Para no sufrir
Para no luchar
Aunque el corazón se nos tiña negro
De indolencia de silencio
De carente humanidad
Sepulturero
Soterremos la verdad
Tierra de por medio
Por los sueños rotos
Que naufragaron en el estrecho
Por las sucias almas
Que con sus bombas
Siembran el miedo
Por los genocidas
Que ansiando tierra
Matan la paz
La voz
La libertad
En nombre de Dios
Y Ála
Tierra de por medio
Por los dictadores
Que siguen encadenando pueblos
Tierra de por miedo
Por las criaturitas
A las que despojan en sus derechos
Por quien invierte
En que recorten su capital
Por infancias mancilladas
Por mujeres maltratadas
Por gobiernos incapaces de actuar
Echa tierra de por miedo
Cierra pronto este agujero
Porque como siga abierto
Soy yo el que se va a tirar
Cerquita de la Caleta
He reservado un sitito
Para dormirme a tu vera
Cuando se acabe el camino
Lo he decorado con flores
Para que cada noviembre
Solo vengan con buen vino
Y así podamos celebrar
Y brindar
Por la vida que he vivido
Y como en ese hueco tan particular
Lo que en esta vida es lujo
Que haya podido amasar
He rellenado el corazón
Cual zurrón
Con riquezas de verdad
Me llevo a la tumba
Secretos que pesan
Los besos prohibidos
De las casapuerta
Mis coplas rabiando
Por plaza Fragela
El sabor del puchero
Y las croquetas de mi abuela
Paisajes divinos
De la carretera
Consejos de amigos
Miradas que queman
Mi niña en la cuna
Pidiéndome guerra
A Camarón y al barrio
Cantando por las galeras
Sueños y fracasos
Miedos que hielan
Cosechas de abrazos
Quince borracheras
Las puestas de soles
Tu amor tatuado
Y a mí mare cosiendo
Las herías que me han dejao
Son las pequeñas cosas que no ves
Las que nos hace vivos cada día
Las que muerto a la tumba llevaré
Dentro del alma
Pa la otra vía
Aunque para tu epitafio
Yo ya te tenía escrita
Una canción titulada
No te olvidamos Tacita
He preferido borrarlo
Pues solo muere en la vida
Aquel que no es recordado
Y a ti por suerte
Nadie te olvida
Por eso en cada agujero
Que arrancamos de tu suelo
Voy sembrando una semilla
Con simientes de cada recuerdo
De ese Cádiz resistente
Combativo y disidente
Que regaron con su sangre y su sudor
Nuestros abuelos
Que aun nos queda mucha vida
Mientras la raíz perviva
Mientras laman nuestros hijos
El salitre de nuestras heridas
Mientras prendan barricadas
Por los puentes y tu bahía
Mientras quede una barquita
Pa ir a pescar
Mientras mi niña cante en una esquina
Coplillas de Robots
Y hombres del mar
Y en la otra Juan Villar por alegría
Resuene en la voz del Palomar
Aun percibo brotes verdes
Germinando en tus murallas
Aun percibo el fuego ardiente
Del Levante
Entrando en tus ventanas
Aun siento como la tierra
Con sus flores nos indican
Que aún quedan motivos para la resurrección
Aun percibo brotes verdes
Germinando en tus murallas
Aun percibo el fuego ardiente
Del Levante
Entrando en tus ventanas
Aun siento como la tierra
Con sus flores nos indican
Que aún quedan motivos para la resurrección
En la Tacita
De mi Tacita
O Gaditano Desde o Berço (mash-up)
O nativo de Cádiz desde o berço
Para a tortura de suas aflições
Em vez de um pão como
O resto das crianças
Carregar
A pá debaixo do braço
E um
Rosário pendurado no pescoço
Para rezar pelos seus herdeiros
O dístico penetra na alma
Sangrando pela garganta
Por esta
Canto amaldiçoado de Cadiz
Isso me deixou preso
Cadiz, bendito é o teu amor
Mesmo que esteja nos ossos
Naquela manhã eu previ
Eu me vi rejeitado
Dos meus próprios sonhos
Numa terra sem trabalho
Morador de rua
Sem paixão
Sem alma
Tradição nem sotaque
Sem mais indústria
Que o branco infinito
Das suas areias
Que é uma canção de carnaval
E algumas cavalas caleteras
Sem mais governos
A de um Nazareno
Afogando mágoas
Sem nenhuma vergonha ou coragem
O do silêncio nas calçadas
Por esta
Canto amaldiçoado de Cadiz
Isso me deixou preso
Cadiz, bendito é o teu amor
Mesmo que esteja nos ossos
E se Cádiz se enterra
Em seu próprio solo
É porque está infestado
De pássaros de mau agouro
Aqueles mesmos que sem leis
Sem regras ou enredos
Eles erguem mausoléus
À custa do nosso infortúnio
Governando Oradons
Que prometem ajudar
Até as nádegas dela
Eles chegam ao ninho
Abutres especulativos
Que amassa sem dó
Eles fazem meus pardais
Marcha para o exílio
Empresários catadores
Que são nutridos
De dócil servidão
A que estamos sujeitos
Gaditanos Ocultos
Como corujas tristes
Eles quebram da árvore
E eles se recusam a lutar
Corujas
Que vivem dormindo
Os cativos são apresentados
Migalhas de pão
Corvos negros
Picando meu povo
Deixando para os ossos
Nossa dignidade
Mas Cádiz está se enterrando
Em seu próprio solo
É porque está infestado
De pássaros de mau agouro
Mas Cai é apenas um reflexo fiel
Deste mundo escuro e sua doença
Em que os sentimentos estão enterrados
Para nos libertarmos do que é dos outros
E fugir da realidade
E estamos colocando terra no meio
Para não sofrer
Para não lutar
Mesmo que nossos corações fiquem pretos
Da indolência do silêncio
De falta de humanidade
Coveiro
Vamos enterrar a verdade
Terra no meio
Para sonhos desfeitos
Que naufragaram no estreito
Para as almas sujas
Que com suas bombas
Eles semeiam medo
Para os genocidas
Essa saudade da terra
Eles matam a paz
A voz
Liberdade
Em nome de Deus
E Alá
Terra no meio
Para os ditadores
Eles continuam a acorrentar cidades
Terra do medo
Para as pequenas criaturas
Para aqueles que são privados de seus direitos
Para quem investe
Em que eles cortaram seu capital
Para infâncias contaminadas
Para mulheres abusadas
Por governos incapazes de agir
Jogue terra por medo
Feche esse buraco logo
Porque se permanecer aberto
Eu sou aquele que vai me jogar
Perto da Caleta
Eu reservei um lugar
Para adormecer ao seu lado
Quando a estrada termina
Eu decorei com flores
Para que todo mês de novembro
Só venha com um bom vinho
E assim podemos comemorar
E torrada
Pela vida que vivi
E como naquele buraco muito particular
O que é luxo nesta vida
Que eu consegui amassar
Eu enchi o coração
Qual mochila
Com riquezas de verdade
Eu levo isso para o túmulo
Segredos que pesam
Os beijos proibidos
Das portas das casas
Meus versos furiosos
Pela Praça Fragela
O sabor do ensopado
E os croquetes da minha avó
Paisagens divinas
Da estrada
Conselhos de amigos
Olhares que queimam
Minha garotinha no berço
Me pedindo guerra
Para Camarón e vizinhança
Cantando para as galeras
Sonhos e fracassos
Medos que congelam
Colheitas de abraços
Quinze bebedeiras
O pôr do sol
Seu amor tatuado
E minha mãe está costurando
As feridas que me deixaram
São as pequenas coisas que você não vê
Aqueles que nos fazem viver todos os dias
Aqueles que levarei para o túmulo quando eu estiver morto
Dentro da alma
Para o outro lado
Embora para seu epitáfio
Eu já tinha você escrito
Uma música intitulada
Não te esquecemos Tacita
Eu preferi apagar isso
Bem, ele simplesmente morre em vida.
Aquele que não é lembrado
E felizmente para você
Ninguém te esquece
É por isso que em cada buraco
Que arrancamos do teu solo
Estou plantando uma semente
Com sementes de cada memória
Daquela resiliente Cádiz
Combativo e dissidente
Que regaram com seu sangue e suor
Nossos avós
Ainda temos muita vida pela frente
Enquanto a raiz sobreviver
Enquanto nossos filhos lambem
O sal das nossas feridas
Enquanto eles acendem barricadas
Pelas pontes e pela sua baía
Enquanto houver um pequeno barco sobrando
Para ir pescar
Enquanto minha menina canta num canto
Canções de robôs
E os homens do mar
E no outro Juan Villar de alegria
Ressoa na voz do Pombal
Eu ainda vejo brotos verdes
Germinando em suas paredes
Eu ainda sinto o fogo queimando
Do Levante
Entrando em suas janelas
Eu ainda me sinto como a terra
Com suas flores eles nos contam
Ainda há motivos para a ressurreição
Eu ainda vejo brotos verdes
Germinando em suas paredes
Eu ainda sinto o fogo queimando
Do Levante
Entrando em suas janelas
Eu ainda me sinto como a terra
Com suas flores eles nos contam
Ainda há motivos para a ressurreição
Na Taça
Da minha pequena xícara