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Presságios

La Covacha

Presagios

Presagios al viento, de sangre que fluye,
los ojos arriba son luz, de lo que va a estallar.
El tiempo, que es oro, se fue haciendo llama,
las manos quebradas ya no esperan más,
porque hoy tendrá que ser.
Besando las manos del amo sonriente te vas,
cuidando tus miedos te vas, riendo te vas;
fué un reto nomás.
Pero el viento pronto cambiará,
son los brazos que van a volver,
son las manos las que golpearán,
porque así es como tiene que ser.
Si es que el día no tiene final,
no hay que esperar al amanecer,
porque el tiempo se empieza a agotar,
se empieza a perder.
Quizás el anhelo de verte de oliva se fué;
quizás el roce pudiste cambiar;
sólo fuiste un quizás.

Presságios

Presságios ao vento, de sangue que flui,
os olhos pra cima são luz, do que vai estourar.
O tempo, que é ouro, foi se tornando chama,
as mãos quebradas já não esperam mais,
porque hoje tem que ser.

Beijando as mãos do mestre sorridente você vai,
cuidando dos seus medos você vai, rindo você vai;
foi só um desafio.

Mas o vento logo vai mudar,
são os braços que vão voltar,
são as mãos que vão bater,
porque assim é como tem que ser.
Se o dia não tem fim,
não há que esperar o amanhecer,
porque o tempo começa a se esgotar,
começa a se perder.

Talvez o desejo de te ver de oliva se foi;
talvez o toque você pôde mudar;
sólo foi um talvez.

Composição: