La Que Espera
No camina entre los vivos
No reclama tu final
Habita en los márgenes
Donde el tiempo aprende a esperar
No persigue ni amenaza
No acelera el umbral
Cuando el ruido se disuelve
Ella siempre estuvo allá
No es cuchilla ni castigo
No es promesa ni perdón
Es la sombra que conoce
Cuando acaba la canción
No pregunta si estás listo
No interrumpe el respirar
Solo aguarda en silencio
Cuando todo deba cerrar
No la llames, no la invoques
No le ruegues claridad
Ella llega cuando debe
Nunca antes, nunca atrás
No temas a la Muerte
No corre, no empuja, no hiere
Es la amiga que comprende
Que aún no quieres irte
No promete salvación
No ofrece eternidad
Cuando llegue el momento
Ella sabrá llegar
La temen porque recuerda
Que todo sabe acabar
Pero no borra lo vivido
Solo deja de pesar
No es refugio ni descanso
No es victoria ni rendición
Es el punto donde el mundo
Deja de pedirte voz
Ha tomado tantos nombres
Para poder ser negada
Pero siempre fue la misma
Quietud no apresurada
No vino a robarte nada
No te exige soltar hoy
Si la vida aún te llama
Ella espera, como yo
No es final lo que ofrece
Es frontera sin mentir
No la sigas, no la busques
Vive antes de partir
No temas a la Muerte
No corre, no empuja, no hiere
Es la amiga que comprende
Que aún no quieres irte
No promete salvación
No ofrece eternidad
Cuando llegue el momento
Ella sabrá llegar
No adelantes la despedida
No confundas paz con final
Hay belleza en la espera
No en quererla provocar
No temas a la Muerte
No es prisa ni solución
Es la mano que se tiende
Cuando acaba la canción
Mientras tanto vive entero
Sin fingir, sin escapar
Cuando llegue el momento
Ella vendrá y sabrá esta
A Que Espera
Não caminha entre os vivos
Não reclama seu final
Habita nas margens
Onde o tempo aprende a esperar
Não persegue nem ameaça
Não acelera o limiar
Quando o barulho se dissolve
Ela sempre esteve lá
Não é faca nem castigo
Não é promessa nem perdão
É a sombra que conhece
Quando acaba a canção
Não pergunta se tá pronto
Não interrompe o respirar
Só aguarda em silêncio
Quando tudo deve fechar
Não a chame, não a invoque
Não lhe implore clareza
Ela chega quando deve
Nunca antes, nunca atrás
Não tema a Morte
Não corre, não empurra, não fere
É a amiga que entende
Que ainda não quer ir embora
Não promete salvação
Não oferece eternidade
Quando chegar a hora
Ela saberá chegar
A temem porque lembra
Que tudo sabe acabar
Mas não apaga o vivido
Só deixa de pesar
Não é refúgio nem descanso
Não é vitória nem rendição
É o ponto onde o mundo
Deixa de pedir sua voz
Tomou tantos nomes
Pra poder ser negada
Mas sempre foi a mesma
Quietude não apressada
Não veio roubar nada
Não exige que solte hoje
Se a vida ainda te chama
Ela espera, como eu
Não é final o que oferece
É fronteira sem mentir
Não a siga, não a busque
Viva antes de partir
Não tema a Morte
Não corre, não empurra, não fere
É a amiga que entende
Que ainda não quer ir embora
Não promete salvação
Não oferece eternidade
Quando chegar a hora
Ela saberá chegar
Não antecipe a despedida
Não confunda paz com final
Há beleza na espera
Não em querer provocá-la
Não tema a Morte
Não é pressa nem solução
É a mão que se estende
Quando acaba a canção
Enquanto isso viva inteiro
Sem fingir, sem escapar
Quando chegar a hora
Ela virá e saberá esta