Primavera del 87
Fue un día gris, alguien cayó,
Trajes con galones ahora vienen a por ti
Vaya vergüenza, maderos aquí
En un pueblo noble que sólo quiere vivir
Todos unidos para defender nuestros trabajos
O no habrá nada que comer
Corazones en vilo, se apaga tu ilusión
Silencio en las calles, Reinosa lloró
¡Corre, defiende tu pan!
Hoy te lo quieren quitar
¡Lucha por tu libertad!
La que tanto te enseñaron amar
Sangre de trabajadores cobrando una venganza
Un cuerpo está en la acera, la muerte la amenaza
Mientras ellos, en sus despachos, borrachos de poder
Se lavan las manos y ensucian la verdad
Hoy tu, once años después,
Son casi las seis, paso lento, vas a trabajar
La nieve casi no te deja ver la fábrica al pasar
Y aprietas los dientes porque sabes la verdad,
Sabes que tu amigo ya no está, ahora quien va a llorar,
Ahora quien va a llorar
Primavera de 87
Foi um dia cinza, alguém caiu,
Uniformes com insígnias agora vêm atrás de você
Que vergonha, polícia aqui
Em uma cidade honesta que só quer viver
Todos unidos pra defender nossos empregos
Ou não vai ter nada pra comer
Corações apreensivos, sua esperança se apaga
Silêncio nas ruas, Reinosa chorou
Corre, defende seu pão!
Hoje eles querem tirar de você
Lute pela sua liberdade!
Aquela que tanto te ensinaram a amar
Sangue de trabalhadores buscando vingança
Um corpo está na calçada, a morte é uma ameaça
Enquanto eles, em seus escritórios, embriagados de poder
Lavam as mãos e sujam a verdade
Hoje você, onze anos depois,
São quase seis, passo lento, vai trabalhar
A neve quase não deixa ver a fábrica ao passar
E você aperta os dentes porque sabe a verdade,
Sabe que seu amigo já não está, agora quem vai chorar,
Agora quem vai chorar