La Evolución de Las Costumbres
Se restauran neones
Se reparan conciencias
Se restañan heridas
Se curan impotencias
Se interrogan las sombras
Se auscultan los silencios
Se propaga el futuro
Se pulen los espejos
Se nos toma por bobos
Se alimenta a los cuervos
Se ha perdido la magia
Se conjuran los necios
Son los tiempos modernos
Que nos toca vivir
Se aplazó el sueño eterno
Es mejor no reír
Se hacen ferias de muestras
De la modernidad
A los cuentos de niños
Se les cambia el final
Se renuevan las horas
Se renuncia a los sueños
Se crecen los enanos
Se recurre a los tuertos
Se acaban las princesas
Se nos termina el tiempo
Se equivocan las luces
Se abaratan los genios
Se ha pasado de todo
Se presume de nada
Se conjuran los necios
Se nos mueren las hadas
Se hacen ferias de muestras
De la modernidad
A los cuentos de niños
Se les cambia el final
Son los tiempos modernos
Que nos toca vivir
Se aplazó el sueño eterno
Es mejor no reír
Son los tiempos modernos
Que nos toca vivir
Se aplazó la edad de oro
Es mejor no reír
Son los tiempos modernos
Que nos toca vivir
Se aplazó la edad de oro
Es mejor no reír
Se hacen ferias de muestras
De la modernidad
A los cuentos de niños
Se les cambia el final
A Evolução dos Costumes
Restauram-se os néons
Reparam-se consciências
Estancam-se feridas
Curam-se impotências
Interrogam-se as sombras
Escutam-se os silêncios
Propaga-se o futuro
Polem-se os espelhos
Somos considerados tolos
Alimenta-se os corvos
Perdeu-se a magia
Conjuram-se os tolos
São os tempos modernos
Que nos cabe viver
Adiou-se o sonho eterno
É melhor não rir
Fazem-se feiras de mostras
Da modernidade
Aos contos de crianças
Muda-se o final
Renovam-se as horas
Renuncia-se aos sonhos
Crescem os anões
Recorre-se aos mancos
Acabam-se as princesas
Termina-se o tempo
Erram-se as luzes
Desvalorizam-se os gênios
Passou-se de tudo
Presume-se de nada
Conjuram-se os tolos
Morrem-nos as fadas
Fazem-se feiras de mostras
Da modernidade
Aos contos de crianças
Muda-se o final
São os tempos modernos
Que nos cabe viver
Adiou-se o sonho eterno
É melhor não rir
São os tempos modernos
Que nos cabe viver
Adiou-se a era de ouro
É melhor não rir
São os tempos modernos
Que nos cabe viver
Adiou-se a era de ouro
É melhor não rir
Fazem-se feiras de mostras
Da modernidade
Aos contos de crianças
Muda-se o final