Mire, Doctor
(Y bien, cuénteme su problema)
Mire, doctor, tengo un dolor
Y se lo vengo a contar, señor
Recientemente, espero que me entienda
Conocí a una chica en unas viviendas
Ella es tan dulce, es tan amable
La veo a veces, paseando con su madre
Es tan tranquila, es tan perfecta
Lastima que nunca me he acercado a ella
Y, doctor, yo ya no aguanto esta soledad
Y, doctor, con veinte poemas no me va a dar
Y, doctor, es que la deseo conquistar
Y, doctor, ayuda, que la necesito ya
Y prepare cuatro cartas para ella
Se las quise dar, pero los nervios afectan
Ya lo intente, pero más rapido late
Pelo castaño, segundo piso, mi corazón esta en jaque
Lastima que nunca me he acercado ella
Que lindos ojos tiene, ojitos de fresa
Es tan bonita, su piel es de cera
Tan blanca como la miel, con una boca tan bella
Y, doctor, yo ya no aguanto esta soledad
Y, doctor, con cuarenta poemas no me va a dar
Y es que yo la conozco más que nadie
Tengo bien claro que no trabaja los martes
Dejaré veinte rosas en su puerta
Veré como las tira, espiándola a escondidas
Cuando llega a su casa, cierra la puerta con llave
Siempre con ese miedo de que vaya a entrar alguien
Desde lejos a observo, soy su ángel protector
Ojalá un día supiera cuanto la amo, doctor
(Yo soy su protector)
Y, doctor, yo ya no aguanto esta soledad
Y, doctor, con sesenta poemas no me va a dar
Y, doctor, es que la deseo conquistar
Y, doctor, con ochenta poemas no me va a dar
Y, doctor, yo ya no aguanto esta soledad
Y, doctor, con cien poemas no alcanzará
Y, doctor, es que la deseo conquistar
Y, doctor, con doscientos poemas no alcanzará
Olha, Doutor
(E então, me conta qual é o seu problema)
Olha, doutor, tô com uma dor
E vim aqui pra te contar, senhor
Recentemente, espero que você entenda
Conheci uma garota em umas casas
Ela é tão doce, é tão gentil
Às vezes a vejo, passeando com a mãe
Ela é tão calma, é tão perfeita
Que pena que nunca consegui me aproximar dela
E, doutor, eu já não aguento essa solidão
E, doutor, com vinte poemas não vai rolar
E, doutor, é que eu quero conquistar
E, doutor, me ajuda, que eu preciso já
E preparei quatro cartas pra ela
Quis entregar, mas a ansiedade atrapalha
Já tentei, mas meu coração dispara
Cabelo castanho, segundo andar, meu coração tá em jogo
Que pena que nunca consegui me aproximar dela
Que olhos lindos ela tem, olhinhos de morango
Ela é tão bonita, a pele é de cera
Branquinha como mel, com uma boca tão bela
E, doutor, eu já não aguento essa solidão
E, doutor, com quarenta poemas não vai rolar
E é que eu a conheço mais que ninguém
Tenho certeza que não trabalha nas terças
Vou deixar vinte rosas na porta dela
Vou ver como ela joga fora, espiando escondido
Quando chega em casa, fecha a porta com chave
Sempre com medo de que alguém entre
De longe eu a observo, sou seu anjo protetor
Tomara que um dia ela soubesse quanto eu a amo, doutor
(Eu sou seu protetor)
E, doutor, eu já não aguento essa solidão
E, doutor, com sessenta poemas não vai rolar
E, doutor, é que eu quero conquistar
E, doutor, com oitenta poemas não vai rolar
E, doutor, eu já não aguento essa solidão
E, doutor, com cem poemas não vai dar
E, doutor, é que eu quero conquistar
E, doutor, com duzentos poemas não vai dar
Composição: Nicolás Andreoli