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Quando a Lua Cai

La Rumeur

Quand La Lune Tombe

"Ekoué"
Verse 1

Toujours calé au millimètre qui a dit qu' la rue c'était du coton
Mais tellement d'béton qu' tu sais plus où t'mettre
A part peut-être sous une puch-ca, serré dans une parka à
L'ancienne, j'crois savoir qui renseigne
Parfois le goût de l'errance me conduit au grec-frites ou
Chez l'épicier dont j'ai appris à me méfier,
L'air est éléctrique ce soir, metro blanche
Quan les lumières s'eiteignent sur le boulevard
Rochechouart avec un dwich ou un flash sous la manche
Du lundi au dimanche sur le tard le pas au ralenti,
J'me fie souvent à l'instinct de mes deux pieds au radar pour
Peu que je croise le regard d'une équipe de nuit
Paris au fond de la cuvette des chiottes, un peu comme si
Vous y étiez
Attachés à une paire de monottes à poiroter sous la flotte et
Ce quoi que vous fassiez, étape par étape,
Pour ramasser de la fraiche ton faciès te rattrape
Escroc notoire, p'tite frappe tirée d'un polar en noir et blanc
Et ouais carrément
Sur un son aussi bruyant que l'avenue de Clichy
Encore plus glauque que le bus de nuit
Putain c'est beau comme les masques tombent, la capital
Sans son maquillage, arrachée de sa vieille perruque blonde,
Des cernes sous les yeux, s'illuminant de gyrophares bleus
Ou sous les néons des sex-shops comme la dernière des salopes

( Refrain )

Quand la lune tombe comme une enclume au-dessus de
Nos têtes et que le bitume nous traîne dehors comme des coque-morts
La lune laisse apparaître le vrai visage des gens
Laisse pas traîner ton fils si tu veux pas qu'il pisse le sang

Verse 2

Saletés de pigeons, tu leur donnes à grallaive et ils te chient dessus
Très sincèrement le pilon, ça fait un bail que j'ai une croix dessus
Après j'me lève plus, aux aurores et encore avec des horaires de
Maître-chien
Et la sensation de n'être rien
J'connais ce train de vie comme la valeur du cash
Avec ce qu'il faut en espèce mais jamais trop quand j'marche
Je sais où dort mon schlass perso
J'dis bonsoir à toute la terre entière, j'laisse passer les vergos au
Feu vert, jamqais un pet de travers
Tout n'est pas blanc, tout n'est pas gris, j'te garantis l'inverse
Ma race pousse comme des dents de sagesse
Comment francisé l'espèce ?
P'tite bourge surveille ton cul comme une forteresse,
Les frères ont l'oeil lubrique et ne pense qu'à ress'
Certaines rues du dix-huit décapitent l'espoir de sortir vite
Du bout du couloir
Encore faut-il vouloir vraiment même les touristes ont la
Flemme et tirent des gueules d'enterrement

( Refrain )

Verse 3

Les prédateurs chassent la nuit, qui eux aussi sont des
Proies pour les tures-voi sans matricule précis
Derierre un noctambule même déchirer au volant
Se cache sûrement un talkie-walkie caché dans la boite a gants
J'imagine que tu sais, c'est tellement gros comme une maison
D'arret écrite en fin de trajet
L'obscurité s'étend, l'insécurité s'écoute et met en scène
Ces gens, qui vous dégoutent tant,
Qu'ils soient noirs ou blancs, déliquants ou pas
Toutes les artères de la ville-lumière ont un fixe dans le bras
La rue n'est pas ma petite chérie, loin de là
Juste une triste épave, maquillée de trafc, rincée à la pillave
Et tout c'que je dicave le crépuscule venant,
Aujourd'hui c'est mort, à presque trente deux ans,
J'ai le sentiment que nos itinéraires se mordent la queue
Le destin de nos vies entre les mains de dieu
Dans la rue du dix-huit entre minuit et deux

( Refrain )

Quando a Lua Cai

"Ekoué"
Verso 1

Sempre na medida, quem disse que a rua era macia
Mas é tanto concreto que você não sabe mais onde se enfiar
A não ser talvez debaixo de uma pichação, apertado numa parka à
Antiga, acho que sei quem dá as informações
Às vezes o gosto da errância me leva a um grego-fritas ou
Na mercearia que aprendi a desconfiar,
O clima tá elétrico essa noite, metrô branco
Quando as luzes se apagam na avenida
Rochechouart com um sanduíche ou um flash na manga
De segunda a domingo, no final da noite, passo devagar,
Confio muitas vezes no instinto dos meus dois pés no radar pra
Só cruzar o olhar de uma equipe noturna
Paris no fundo da privada, um pouco como se
Você estivesse lá
Amarrado a um par de algemas esperando debaixo da chuva e
O que quer que você faça, passo a passo,
Pra pegar um pouco de frescor, sua cara te pega
Golpista notório, pequeno delinquente tirado de um filme em preto e branco
E é isso mesmo
Com um som tão barulhento quanto a avenida de Clichy
Ainda mais sombrio que o ônibus da noite
Caramba, é bonito como as máscaras caem, a capital
Sem sua maquiagem, arrancada de sua velha peruca loira,
Com olheiras, se iluminando com luzes azuis
Ou sob os néons dos sex shops como a última das vagabundas

( Refrão )

Quando a lua cai como um peso em cima de
Nossas cabeças e o asfalto nos arrasta pra fora como mortos-vivos
A lua revela o verdadeiro rosto das pessoas
Não deixe seu filho por aí se não quiser que ele sangre

Verso 2

Malditos pombos, você dá comida e eles cagam em você
Sinceramente, o pilão, faz tempo que tenho uma cruz em cima
Depois não me levanto mais, ao amanhecer e ainda com horários de
Cão de guarda
E a sensação de não ser nada
Conheço esse estilo de vida como o valor do dinheiro
Com o que é preciso em espécie, mas nunca demais quando ando
Sei onde meu canivete pessoal dorme
Dou boa noite a toda a terra, deixo passar os carros no
Semáforo verde, nunca um passo em falso
Nem tudo é branco, nem tudo é cinza, te garanto o contrário
Minha raça cresce como dentes do siso
Como francizar a espécie?
Pequena burguesa, cuide do seu traseiro como uma fortaleza,
Os manos têm o olhar lascivo e só pensam em ressarcir
Algumas ruas do dezoito decapitam a esperança de sair rápido
Do fim do corredor
Ainda é preciso querer de verdade, até os turistas estão
Desanimados e fazem caras de enterro

( Refrão )

Verso 3

Os predadores caçam à noite, que também são
Presas para os caçadores sem matrícula precisa
Atrás de um notívago, mesmo rasgado ao volante
Se esconde com certeza um rádio escondido no porta-luvas
Imagino que você saiba, é tão grande quanto uma casa
De parada escrita no final da viagem
A escuridão se estende, a insegurança se escuta e encena
Essas pessoas, que te enojam tanto,
Sejam negras ou brancas, delinquentes ou não
Todas as artérias da cidade-luz têm um fixo no braço
A rua não é minha querida, longe disso
Apenas uma triste carcaça, maquiada de tráfico, enxaguada na pílula
E tudo que eu digo ao crepúsculo chegando,
Hoje tá morto, quase trinta e dois anos,
Sinto que nossos caminhos se mordem
O destino de nossas vidas nas mãos de Deus
Na rua do dezoito entre meia-noite e duas

( Refrão )