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Assim Mesmo

La Rumeur

Tel Quel

(radio)
Tel quel ... c'est à prendre et à ne pas laisser ...

J m'excuserais de rien surtout pas d'avoir faim
Et dans la fosse a purin toutes vos mûres encore moins
J'manque de gratitude pour sûr
Depuis qu'on m'a prédit de croupir,
Parmi les masques et les murs
Sympathie pour les anges noirs qui savent
Tirer de l'or des débris d'un épave
Les faux filons m'épuisent ma musique se brise
Comme un os sur l'enclume voila le jus de ma plume,
On y trouve des airs de chlorure et des capsules de cyanures
Et puis les oiseaux morts qui peuplent encore
L'Algérie qui me coule du corps.
A l'heure des pénuries, j'manque pas d'appétit
Et ma violence fleuri des lits d'orties
Couche avec l'ennui, se lève au pied du bruit, et oui,
J'ai des pleines poubelles de crépuscule sentiel
Que je viens vider au seuil du paradis tel quel

(refrain)
C'est a prendre a ne pas laisser, a écouter jusqu'à en chier
C'est moi, lui, nous, et nos trajectoires de chiens loups.
(x2)

De sourire je n'en ai pas besoin, se travestir va si bien aux putains
De l'indigène de service, j'me torche avec le mode d'emploi
Venu de la crasse des porches et des sans emplois

J n'ai pas un brin d'humanité pour ces rats déshydratés
Qui au prorata des quotas sucent pour se faire accepter
Sans baisser ni regard ni froc, a chaque époque c'est tabou,
Sans avoir a se mettre au garde à vous
Sans atout ni joker et sans l'œil du poker,
Moi qui préfère encore avoir la marque du coquard
Faut il que je vole ma place ou que je la gagne comme un bon électeur
J'joue le sauvageon sous les projecteurs
Je n'ai ni le cœur ni le temps pour des pourparlers
Si c'est ça être marginal ou un attardé
Regardez, j l'écrit en gros, en gras, en grand,
Sans avoir à faire semblant dans un monde blanc
Bref, sans condition aucune,
Sans format ni code-barre qu'on te colle au cul
Ou alors qu'on me tue pour vouloir vivre et mourir tel quel
La ou l'existence pue, j'suis toujours avec elle..

(refrain)
C'est a prendre a ne pas laisser, a écouter jusqu'à en chier
C'est moi, lui, nous, et nos trajectoires de chiens loups.
(x2)

(beat continues ...)

Assim Mesmo

(rádio)
Assim mesmo... é pra pegar e não soltar...

Desculpa, mas não vou pedir desculpas, principalmente por estar com fome
E na lama, suas framboesas, nem pensar
Falta gratidão, com certeza
Desde que me disseram que eu ia apodrecer,
Entre máscaras e muros
Simpatia pelos anjos negros que sabem
Transformar destroços em ouro de um naufrágio
As falsas promessas me esgotam, minha música se despedaça
Como um osso na bigorna, aqui está o suco da minha caneta,
Temos ares de cloreto e cápsulas de cianeto
E os pássaros mortos que ainda povoam
A Argélia que escorre do meu corpo.
Na hora da escassez, não me falta apetite
E minha violência floresce em leitos de urtiga
Durmo com o tédio, acordo ao pé do barulho, e sim,
Tenho lixeiras cheias de crepúsculos sensuais
Que venho despejar à porta do paraíso, assim mesmo

(refrão)
É pra pegar e não soltar, é pra ouvir até doer
Sou eu, ele, nós, e nossas trajetórias de cães-lobos.
(x2)

De sorrisos não preciso, se travestir cai tão bem nas putas
Do indígena de serviço, me limpo com o manual
Vindo da sujeira dos porches e dos desempregados

Não tenho um pingo de humanidade pra esses ratos desidratados
Que, proporcionalmente aos quotas, chupam pra serem aceitos
Sem baixar olhar ou calças, a cada época é tabu,
Sem ter que ficar em posição de sentido
Sem trunfo ou coringa e sem o olho do poker,
Eu que prefiro ainda ter a marca do olho roxo
Preciso roubar meu lugar ou ganhá-lo como um bom eleitor
Eu atuo como o selvagem sob os holofotes
Não tenho coração nem tempo pra conversas
Se isso é ser marginal ou um atrasado
Olhem, eu escrevo em letras grandes, em negrito, em alto,
Sem ter que fingir em um mundo branco
Enfim, sem nenhuma condição,
Sem formato ou código de barras que te colam na pele
Ou então que me matem por querer viver e morrer assim mesmo
Lá onde a existência fede, estou sempre com ela..

(refrão)
É pra pegar e não soltar, é pra ouvir até doer
Sou eu, ele, nós, e nossas trajetórias de cães-lobos.
(x2)

(o beat continua...)

Composição: