El Papel del Pueblo
Ronca la voz del perdón
Que espera el fondo del río
En su barroso grito, de dolor
Sudaca siempre su voz
Dice: "No a las papeleras"
Pero una chimenea, tapa el sol
Cielo de garzas al viento
Que ya se va, no vuelven más
No las van a ver tus hijos
Hay que acariciar el nido
Y regresarán
Acordes del agua dulce
Te ayudarán, a valorar
Tesoros de tercer mundo
Riquezas que en el primero
No tienen más
Sentimientos de arenal
Y panaderos al viento
Te piden amar la vida
Este es el papel del pueblo
No me vayas a aflojar
Uh,uh,uh,uh...
Sentimientos de arenal
Y panaderos al viento
No seas hombre secundario
Hacete protagonista
Y no te matan nunca más
Y alla vienen, majestuosas
Blancas como las de ayer
Arriba, pintada sobre el celeste
Abajo, sobre un colorado manto
Entre chispeantes saltos dorados
Las garzas, vuelven las garzas
Uh,uh,uh,uh...
Sentimientos de arenal
Y panaderos al viento
Te piden amar la vida
Este es el papel del pueblo
No me vayas a aflojar
Uh,uh,uh,uh...
Sentimientos de arenal
Y panaderos al viento
No seas hombre secundario
Hacete protagonista
Y no te matan nunca más
Lairarairairaira...
No te matan nunca más
Lairarairairaira...
No te matan nunca más
O Papel do Povo
Ronca a voz do perdão
Que espera no fundo do rio
Com seu grito lamacento, de dor
Sudaca sempre sua voz
Diz: "Não às fábricas de papel"
Mas uma chaminé, tapa o sol
Céu de garças ao vento
Que já se vai, não voltam mais
Não as vão ver seus filhos
É preciso acariciar o ninho
E elas voltarão
Acordes da água doce
Te ajudarão a valorizar
Tesouros de terceiro mundo
Riquezas que no primeiro
Não têm mais
Sentimentos de areia
E padeiros ao vento
Te pedem para amar a vida
Esse é o papel do povo
Não me faça desistir
Uh,uh,uh,uh...
Sentimentos de areia
E padeiros ao vento
Não seja homem secundário
Seja protagonista
E não te matam nunca mais
E lá vêm, majestosas
Brancas como as de ontem
Acima, pintadas sobre o céu
Abaixo, sobre um manto avermelhado
Entre saltos dourados e brilhantes
As garças, voltam as garças
Uh,uh,uh,uh...
Sentimentos de areia
E padeiros ao vento
Te pedem para amar a vida
Esse é o papel do povo
Não me faça desistir
Uh,uh,uh,uh...
Sentimentos de areia
E padeiros ao vento
Não seja homem secundário
Seja protagonista
E não te matam nunca mais
Lairarairairaira...
Não te matam nunca mais
Lairarairairaira...
Não te matam nunca mais