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É Bom o Visual

La Tordue

Y'a Bon La Mine

Y a bon la mine
Antipersonnel
Dans tous les styles
Y a même celle
Qui a des ailes
De papillon
Pour que les enfants
Sautent tous en rond
Bravo les savants
Quelle imagination
Merci les marchands
Pour vos jolis canons

Nous les anonymes
On n'paye pas de mine
Oui mais des impôts
À tire-larigot
Pas d'accord pour qu'ma cotise
Nourrisse le feu des larmes
Que tout ce fric attise
Le bizness des armes

Un car de bourres
À chaque carrefour
Un flic par habitant
C'est très rassurant
On est bien trop poli-cé
Pour être honnête
C'est métropolis
C'est la peur aux fenêtres
On ne vit plus
On vidéo
Jusque dans la rue
On nous vide et au
Poste fissa illico

Nous les anonymes
On n'paye pas de mine
Oui mais des impôts
À tire-larigot
Payer pour être libre
D'avoir les keufs aux fesses
Non merci quand leurs calibres
S'appuient sur le faciès

Les patrons s'en font pas
Ils en ont plein les pognes
S'en font pas les tronpas
Z'ont avec eux les cognes
Pour planter leurs choux gras
Ils ont besoin de toi
Et un jour i't'renvoient
Les marchés sont ingrats
Payé 3 francs 6 sous
Faut s'serrer la ceinture
À la bourse on s'en fout
Plein les poches et ça dure

Nous les anonymes
On n'paye pas de mine
Oui mais des impôts
À tire-larigot
J'veux bien mett'mon grain d'sel
Dans un grand pot-au-feu
O.k. pour la gabelle
Si la recette nous rend heureux

É Bom o Visual

É bom o visual
Antipessoal
Em todos os estilos
Tem até aquela
Que tem asas
De borboleta
Pra que as crianças
Dancem em círculo
Parabéns aos cientistas
Que imaginação
Obrigado, comerciantes
Pelos seus belos canhões

Nós, os anônimos
Não pagamos de graça
Sim, mas impostos
Sem parar
Não concordo que minha contribuição
Alimente o fogo das lágrimas
Que toda essa grana provoca
O negócio das armas

Um ônibus de munição
Em cada esquina
Um policial por habitante
É bem reconfortante
Estamos bem educados
Pra sermos honestos
É metrópole
É medo nas janelas
Não vivemos mais
Estamos em vídeo
Até na rua
Nos esvaziam e no
Posto rápido, na hora

Nós, os anônimos
Não pagamos de graça
Sim, mas impostos
Sem parar
Pagar pra ser livre
De ter os policiais no pé
Não, obrigado, quando suas armas
Estão apontadas pra nossa cara

Os patrões não se preocupam
Eles têm muito na mão
Não se preocupam os vagabundos
Eles têm os brutamontes com eles
Pra plantar suas hortas ricas
Eles precisam de você
E um dia te mandam embora
Os mercados são ingratos
Pagos a 3 reais e 6 centavos
É preciso apertar o cinto
Na bolsa, tanto faz
Cheio de grana e isso dura

Nós, os anônimos
Não pagamos de graça
Sim, mas impostos
Sem parar
Eu quero colocar meu grão de sal
Em um grande cozido
Ok pra taxa
Se a receita nos faz felizes

Composição: Benoit Morel / E. Philippon / P. Payan