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Queimando suas lembranças

La Vela Puerca

Quemando tus recuerdos

Vivir a la deriva sentir que todo marcha bien
volar siempre hacia arriba
y pensar que no puedo perder
Voy a hacer un tambor de mis escrotos
sólo dejó, dejó sólo una foto
Y vivir, que cuesta arriba
y sentir que no sé que hago aqui
y andar siempre arrastrado
y perder, que no puedo pensar
Voy a hacer un tambor de mís escrotos
sólo dejó, dejó sólo una foto
Y cada vez que la miro me pongo malo
cada vez que la miro me salen granos
cada vez que la miro me pongo tieso
cada vez que la miro me pega el palo
cada vez que la miro se me encoge el alma
cada vez que te miro te como el higo
cada vez que la miro me como el tarro
y cada vez que la miro me tiro al barro
Me acuerdo de sus caricias
y la memoria me engaña
me se come la desdicha
y me cuelgan las arañas
Voy a empaparme en gasolina una vez más
voy a rasparme a ver si prendo
y recorrer de punta a punta la ciudad
quemando nuestros malos sueños
Voy a empaparme en gasolina una vez más
voy a rasparme a ver si prendo
y recorrer de puta a puta la ciudad
quemando todos tus recuerdos
No, vestida de colores, se fué ¿dónde está?
No, vestida de colores, quizás, no existió jamás
No, vestida de colores, quizás, amanecerá.

P.D. Vivo en un vertedero
me acuesto con la luna
que importa ser poeta o ser basura
Que importa que me engañes
y luego me sonrías
si sólo eras la yegua que yo más quería
No necesito verte pa saber que estás conmigo
y relincho de alegría siempre que te miro.

Queimando suas lembranças

Viver à deriva, sentir que tudo vai bem
voar sempre pra cima
e pensar que não posso perder
Vou fazer um tambor com meus bagos
só deixou, deixou só uma foto
E viver, que é difícil pra caramba
e sentir que não sei o que faço aqui
e andar sempre arrastado
e perder, que não consigo pensar
Vou fazer um tambor com meus bagos
só deixou, deixou só uma foto
E toda vez que olho, fico mal
toda vez que olho, me saem espinhas
toda vez que olho, fico duro
toda vez que olho, levo uma surra
toda vez que olho, meu coração aperta
toda vez que te olho, como seu figo
toda vez que olho, me como o pote
e toda vez que olho, me jogo na lama
Lembro das suas carícias
e a memória me engana
me consome a desgraça
e as aranhas me cercam
Vou me encharcar de gasolina mais uma vez
vou me arranhar pra ver se pego fogo
e percorrer de ponta a ponta a cidade
queimando nossos maus sonhos
Vou me encharcar de gasolina mais uma vez
vou me arranhar pra ver se pego fogo
e percorrer de puta a puta a cidade
queimando todas as suas lembranças
Não, vestida de cores, foi-se, onde está?
Não, vestida de cores, talvez, nunca existiu
Não, vestida de cores, talvez, amanhecerá.

P.D. Vivo em um lixão
me deito com a lua
que importa ser poeta ou ser lixo
Que importa que me engane
e depois me sorria
se você era só a égua que eu mais queria
Não preciso te ver pra saber que está comigo
e relincho de alegria sempre que te olho.

Composição: Extremoduro